Acre registra uma das maiores taxas de subnotificação de óbitos do país, aponta IBGE

Levantamento revela que o Acre falha em registrar parcela significativa das mortes no estado.
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óbitos criança
Foto: Internet

O Acre enfrenta um grave problema estrutural que afeta diretamente o planejamento de suas políticas públicas e o exercício da cidadania. De acordo com dados estatísticos divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (21 de maio de 2026), o estado apresenta uma das maiores taxas de subnotificação de óbitos do Brasil. Isso significa que uma parcela expressiva das mortes ocorridas em território acreano não é registrada formalmente nos cartórios e nos sistemas de saúde.


Gargalos Logísticos e Isolamento no Interior

A subnotificação é historicamente mais acentuada nas regiões de difícil acesso, como comunidades ribeirinhas, terras indígenas e seringais isolados nos vales do Juruá e do Envira. A falta de cartórios em municípios de difícil acesso, o custo do deslocamento até as sedes das cidades e a ausência de assistência médica regular fazem com que muitos sepultamentos ocorram sem a devida certidão de óbito ou declaração médica, deixando os bancos de dados do governo no escuro.

Indicador de Registro Situação no Acre (2026) Consequência Direta
Taxa de Subnotificação Entre as maiores do Brasil Dados irreais de mortalidade.
Regiões Críticas Zonas rurais e isoladas Sepultamentos sem registro.
Impacto no Planejamento Alto Perda de repasses federais de saúde.

A falha nos registros ocorre em um momento de contradições nos indicadores do estado. Enquanto o Acre comemora posições de destaque no Top 10 de evolução em capital humano e no Top 5 de sustentabilidade, a base da cidadania — que é o registro de nascimento e óbito — ainda patina. Além de mascarar a realidade sobre a expectativa de vida da população, a subnotificação prejudica o combate a crises sanitárias sazonais, como o recente surto de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês, já que o Estado não consegue mapear com precisão onde e por que as pessoas estão morrendo.

Link de Fonte: ac24horas / IBGE

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