Governo Federal fixa teto de até R$ 38,8 mil para implantar cisternas no Acre

Ministério do Desenvolvimento Social estabelece novos valores para a construção de cisternas no Acre em 2026.
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Presidente-da-Repuplica
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), fixou nesta quinta-feira (21 de maio de 2026) os novos valores de referência para a implantação de tecnologias de acesso à água no estado do Acre. A portaria estabelece um teto de até R$ 38,8 mil por unidade para a construção e instalação de cisternas, beneficiando diretamente famílias da zona rural e escolas isoladas.


Segurança Hídrica e o Custo Logístico Amazônico

O estabelecimento desses valores considera o “Custo Amazônia”, reconhecendo que o transporte de materiais como cimento, areia e fôrmas táteis para o interior acreano exige uma planilha orçamentária diferenciada do restante do país. As cisternas, projetadas principalmente para a captação de água da chuva, são soluções tecnológicas cruciais para garantir a segurança hídrica e a produção da agricultura familiar (que vive alta nas estimativas do IBGE) durante o período de estiagem — conhecido regionalmente como o “verão amazônico”.

Tipo de Tecnologia / Beneficiário Teto do Repasse Federal (2026) Objetivo Principal
Cisterna Familiar (Consumo Humano) Valores tabelados por região Água potável para cozinhar e beber.
Cisterna Escolar (Zonas Isoladas) Até R$ 38,8 mil (Teto) Manutenção das aulas e merenda.
Foco Operacional Combate à Escassez Redução de doenças de veiculação hídrica.

A liberação de recursos para o saneamento e armazenamento de água no campo toca em feridas sociais expostas recentemente. O Acre convive com um cenário contraditório: se por um lado o comércio na capital avança quase 10%, por outro, o estado lidera os índices de subnotificação de óbitos no interior e sofre com o avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês. Levar água tratada e armazenada adequadamente para as comunidades mais distantes é um passo técnico fundamental para melhorar a qualidade de vida e os índices de saúde da população mais vulnerável do estado.

Link de Fonte: ac24agro / MDS Brasil

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