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Apreensão de lhamas ilegais acende sinal de alerta sanitário no Acre

Entrada clandestina de lhamas da Bolívia preocupa órgãos de defesa agropecuária do Acre por riscos de introdução de doenças exóticas.
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lhamasacre
Foto: Internet

Uma ocorrência inusitada na faixa de fronteira acendeu o sinal de alerta máximo entre as autoridades de defesa agropecuária do estado. Conforme divulgado pelos órgãos técnicos, a recente apreensão de lhamas introduzidas ilegalmente no Acre a partir da Bolívia acionou os protocolos de emergência sanitária. O caso gera extrema preocupação no Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF) devido aos severos riscos zoossanitários envolvidos na movimentação clandestina de animais exóticos.


O Perigo das Doenças Exóticas e a Febre Aftosa

O principal temor dos veterinários e fiscais sanitários é que esses camelídeos, criados sem qualquer tipo de controle vacinal ou exames laboratoriais, possam atuar como vetores de patógenos inexistentes no rebanho local. A grande preocupação recai sobre a febre aftosa e outras enfermidades vesiculares. Como o Acre ostenta o status internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação, a entrada de um único animal contaminado pode colapsar as exportações de carne e bloquear o trânsito de gado para o restante do Brasil e para o mercado externo.

Fator de Risco Sanitário Impacto Potencial no Acre Status de Medida
Doenças Alvo Febre Aftosa, Raiva e Parasitas Isolamento e testes compulsórios.
Status do Estado Livre de Aftosa sem Vacinação Ameaçado pelo trânsito ilegal.
Procedimento Padrão Quarentena ou Sacrifício Sanitário Alinhamento com o Ministério da Agricultura.

O episódio ganha contornos dramáticos no exato momento em que o agronegócio do estado vive um ciclo de expansão técnica, como a projeção divulgada de que o Acre deve produzir 6,9 mil toneladas de café em 2026 utilizando lavouras clonais. Um eventual bloqueio econômico à carne bovina acreana — que tem sido exportada de forma inédita para o mercado peruano — destruiria postos de trabalho no campo. Isso sufocaria a economia em um estado que já enfrenta mazelas sociais graves, como ter mais de 12 mil pessoas travadas na fila do Bolsa Família por entraves orçamentários.

Link de Fonte: ac24horas / IDAF-AC

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