Acre ocupa a 18ª posição em ranking nacional de evolução da solidez fiscal

Relatório aponta que o Acre patina em posições intermediárias no equilíbrio de suas contas públicas.
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Foto: Internet

A gestão das finanças públicas do Acre apresenta um ritmo de melhora abaixo da média nacional. Conforme um levantamento macroeconômico divulgado neste fim de semana (23 de maio de 2026), o estado figura apenas na 18ª posição no ranking nacional de evolução de solidez fiscal. O indicador avalia a capacidade dos estados de gerenciar despesas correntes, manter o endividamento sob controle e gerar poupança própria para investimentos estruturais.


Gargalo nas Despesas Correntes e Dependência de Repasses

Analistas financeiros apontam que a posição intermediária e desfavorável do Acre decorre do peso crônico das despesas correntes — especialmente com a folha de pagamento do funcionalismo público e o custeio da máquina administrativa. Como a arrecadação própria de ICMS e ISS é limitada, o estado permanece altamente dependente de transferências constitucionais da União, como o Fundo de Participação dos Estados (FPE). Essa rigidez orçamentária impede que o Acre avance mais rápido na classificação de liquidez e capacidade de pagamento (Capag).

Indicador Fiscal Avaliado Posição do Acre (2026) Diagnóstico Técnico
Evolução de Solidez Fiscal 18º Lugar Ritmo de ajuste lento frente aos demais estados.
Arrecadação Própria Baixa Autonomia Forte dependência de recursos do FPE.
Espaço para Investimento Restrito Orçamento engessado por gastos fixos.

A fragilidade na evolução fiscal explica perfeitamente por que o Acre enfrenta dificuldades hercúleas para reverter seus piores indicadores sociais. Nesta semana, o Confea revelou que o Acre é o pior estado do país em saneamento básico, uma área que exige volumes massivos de recursos públicos de longo prazo. Da mesma forma, o estado patina na modernização tecnológica, registrando apenas 0,1% da rede nacional de eletropostos. Sem uma solidez fiscal robusta, o Palácio Rio Branco perde a capacidade de contrair empréstimos saudáveis para mudar essa realidade urbana.

Apesar do cenário fiscal apertado, a economia real dá sinais isolados de resiliência. O comércio varejista acreano acumulou alta de 9,9% e o setor do agronegócio celebra a estimativa de colher 6,9 mil toneladas de café clonal neste ano. Entretanto, enquanto a riqueza circula no mercado privado, a máquina pública estadual segue pressionada, dividida entre o dever de estender a mão para as mais de 12 mil pessoas na fila do Bolsa Família e o freio de mão puxado pela burocracia das contas públicas.

Link de Fonte: ac24horas

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