O setor aéreo brasileiro recebeu um duro golpe econômico nesta quarta-feira (1º de abril de 2026). A Petrobras anunciou um aumento médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. O reajuste, que é realizado mensalmente por contrato, reflete a escalada global dos preços do petróleo tipo Brent, impulsionada pelo agravamento dos conflitos no Oriente Médio, envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. Com a nova tabela, o combustível — que representa cerca de 36% dos custos operacionais das companhias aéreas — atinge patamares que pressionam diretamente as tarifas pagas pelo consumidor final.
Diante da magnitude da alta, a estatal apresentou uma medida para mitigar o impacto imediato no setor. Ao confirmar o aumento do querosene de aviação, a Petrobras informou que permitirá o parcelamento do reajuste para as distribuidoras que atendem a aviação comercial. Pela proposta, as empresas poderão pagar um aumento de apenas 18% em abril, em vez dos 54,8% previstos. A diferença (36,8%) poderá ser quitada em seis parcelas a partir de julho de 2026. A medida visa “preservar a demanda e assegurar o bom funcionamento do mercado” em um momento de fragilidade para empresas como Gol e Azul.
Impacto nas passagens aéreas e no turismo
Especialistas alertam que, mesmo com o parcelamento, a tendência é de passagens aéreas mais caras. Quando a Petrobras eleva o querosene de aviação em 55%, o repasse para os bilhetes costuma ocorrer em cascata. A holding Abra (controladora de Gol e Avianca) estima que cada aumento significativo no combustível exige ajustes de cerca de 10% nas tarifas para manter o equilíbrio financeiro. Para o turismo no Acre, o impacto é ainda mais sensível devido às longas distâncias e à dependência quase exclusiva do modal aéreo para conexões rápidas com o restante do país.
O Acre Atual observa que a alta do QAV ocorre em um momento em que o governo federal estuda um pacote de socorro às aéreas, incluindo linhas de crédito para a compra de combustível. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) manifestou preocupação, afirmando que o reajuste acumulado de 2026 ameaça os planos de expansão de voos regionais. Para o passageiro acreano, que já enfrenta tarifas elevadas, saber que o aumento do querosene de aviação da Petrobras atingiu esse nível exige um planejamento de viagem ainda mais antecipado para evitar preços proibitivos.
Cenário internacional e volatilidade do petróleo
O reajuste de abril é um dos maiores da série histórica recente. O fato de que a Petrobras anunciou esse aumento no querosene de aviação evidencia a vulnerabilidade do mercado interno aos choques geopolíticos externos. Enquanto o barril de petróleo for negociado acima de US$ 100 devido às guerras, a pressão sobre os derivados continuará. A Petrobras reiterou que sua política de preços busca evitar repasses da volatilidade de curtíssimo prazo, mas que o cenário estrutural de alta global do petróleo e a desvalorização do real frente ao dólar tornaram o ajuste contratual inevitável em 2026.
O Acre Atual continuará monitorando as tabelas de preços nos principais aeroportos e a resposta das companhias aéreas sobre possíveis cortes de rotas ou novas taxas. Informar sobre o aumento do querosene de aviação da Petrobras é fundamental para que o setor de serviços e o consumidor compreendam a alta nos custos de logística e viagens. Fique atento às nossas atualizações para saber se o governo federal anunciará reduções de impostos (PIS/Cofins) para tentar frear essa escalada. No Acre Atual, a economia que move os céus do Brasil é tratada com precisão e seriedade para você.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







