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MPAC solicita que Prefeitura de Rio Branco apresente documentos do programa “1.001 Dignidades” em até 15 dias

Promotoria de Direitos Humanos dá prazo improrrogável para que gestão municipal entregue processo completo, projetos e cronograma do programa habitacional. Informações anteriores foram consideradas insuficientes para análise técnica.
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Casa Rio Branco
Foto: Secom

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) acionou a Prefeitura de Rio Branco para obter esclarecimentos detalhados sobre o programa habitacional “1.001 Dignidades”. Por meio da Promotoria Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, o órgão expediu uma recomendação ao prefeito Tião Bocalom determinando que a gestão municipal apresente, em até 15 dias, a documentação completa do projeto. O prazo é considerado improrrogável. A ação em que o MPAC solicita documentos do programa 1.001 Dignidades tem caráter preventivo e integra o Inquérito Civil nº 06.2026.00000039-8.

Por que o MPAC Requisitou os Documentos?

De acordo com a recomendação assinada pelo promotor de Justiça Thalles Ferreira Costa, as informações encaminhadas pela administração municipal até o momento foram consideradas insuficientes para uma análise técnica adequada da política pública. O MPAC aponta que os documentos apresentados não demonstram de forma clara sua conexão com o programa investigado. Além disso, estão incompletos ou desacompanhados de elementos técnicos indispensáveis para verificar a validade, a regularidade e a execução das ações prometidas.

A promotoria destacou que a prestação de informações desconectadas do objeto requisitado compromete a transparência administrativa e fragiliza a confiança da população. Isso é especialmente grave por se tratar de uma política pública voltada a pessoas em situação de vulnerabilidade social. O MPAC ressalta que programas habitacionais geram uma expectativa legítima de concretização do direito fundamental à moradia, o que exige planejamento adequado, legalidade e publicidade dos atos. Por isso, o MPAC solicita documentos do programa 1.001 Dignidades para garantir que esses princípios estejam sendo respeitados.

O que a Prefeitura Deve Entregar

A recomendação do MPAC é detalhada e exige da prefeitura um pacote completo de informações. Entre os documentos que devem ser apresentados no prazo de 15 dias estão:

  • O processo administrativo completo do programa “1.001 Dignidades”;
  • Os projetos urbanísticos e arquitetônicos aprovados;
  • Os pareceres técnicos e jurídicos que embasaram a criação e o desenvolvimento da iniciativa;
  • Os atos formais de criação e regulamentação do programa;
  • A indicação da fonte de recursos, o cronograma físico-financeiro e o estágio atual de execução das obras ou ações.

Fiscalização in loco e Próximos Passos

A recomendação do MPAC também determina que a Prefeitura de Rio Branco designe formalmente um servidor responsável para acompanhar o promotor de Justiça e a equipe da Promotoria em uma fiscalização in loco. A vistoria preliminar no local destinado à implantação do programa habitacional já está marcada para o dia 27 de fevereiro, às 9h.

O Ministério Público alertou que o descumprimento da recomendação — seja pela não apresentação dos documentos ou pela falta de designação do servidor — poderá resultar na adoção de medidas administrativas e no ajuizamento de uma ação civil pública. O objetivo é apurar eventuais responsabilidades e assegurar a regularidade da política habitacional, bem como a proteção do direito à moradia da população potencialmente beneficiária. A atuação do MPAC, ao solicitar formalmente que o MPAC apresente os documentos do programa 1.001 Dignidades, reforça o papel de fiscalização e controle social sobre o uso dos recursos públicos e a execução de políticas essenciais.

Fonte: Ac24horas

Redigido por Acre Atual

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