Os desdobramentos da tragédia que abalou Rio Branco continuam nesta quarta-feira (6 de maio de 2026). Em depoimento oficial às autoridades, o padrasto do autor do ataque à instituição de ensino negou veementemente qualquer participação ou conhecimento prévio sobre as intenções do jovem. Além de rechaçar as suspeitas de cumplicidade que circulam em redes sociais, ele afirmou que colaborou ativamente com a Polícia Civil desde o primeiro momento, fornecendo informações e acessos que auxiliam na elucidação do caso.
A linha de investigação e o ambiente familiar
A Polícia Civil do Acre trabalha para entender se o autor agiu de forma isolada ou se houve incentivo e auxílio de terceiros, seja no ambiente físico ou digital. O depoimento do padrasto é peça-chave para traçar o perfil comportamental do agressor nos dias que antecederam o crime. Segundo a defesa do familiar, ele está “devastado” com o ocorrido e se colocou à disposição para que todos os dispositivos eletrônicos e comunicações da residência sejam periciados, visando provar sua inocência e o choque da família com o atentado.
Enquanto o luto oficial de três dias prossegue no estado, a pressão popular por respostas rápidas aumenta. As autoridades pedem cautela para evitar linchamentos virtuais ou ataques a familiares que, até prova em contrário, não possuem vínculo direto com a execução da tragédia. O foco da investigação agora se volta para fóruns online e grupos de mensagens onde o autor poderia ter buscado inspiração ou instruções.
A visão do Acre Atual: A peneira fina da polícia e o tribunal da internet
Ver o padrasto do autor vindo a público negar participação neste 6 de maio de 2026 é o roteiro padrão de quem está no olho do furacão. No Acre Atual, avaliamos que a Polícia Civil precisa ter a “peneira fina” para separar quem realmente ajudou do quem está apenas tentando salvar a própria pele. É difícil acreditar que alguém que vive sob o mesmo teto não viu sinal nenhum — um comportamento estranho, uma conversa torta ou um material suspeito —, mas a justiça não se faz com “eu acho”. O tribunal da internet em Rio Branco já deu o veredito e está pronto para o linchamento, mas o papel do Estado é ser técnico. O depoimento é o começo; agora, a perícia digital vai dizer se houve colaboração real ou se o silêncio em casa foi o que permitiu que o barulho da tragédia acontecesse.
Link de Fonte: ac24horas







