Número de famílias endividadas volta a crescer e bate recorde no Acre

Pesquisa econômica revela que o percentual de lares acreanos com contas atrasadas atinge o maior patamar dos últimos 12 meses.
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feirão acre
Feirão Limpa Nome da Serasa começa com descontos de até 99% para renegociar dívidas/Foto: Reprodução

O superaquecimento do custo de vida e a perda contínua do poder de compra real no extremo Norte empurraram os orçamentos domésticos para o colapso, estrangulando a capacidade de pagamento dos trabalhadores. Conforme indicadores e pesquisas financeiras de monitoramento do comércio consolidados nesta quinta-feira (18 de junho de 2026), o número de famílias endividadas voltou a crescer de forma agressiva e bateu o recorde histórico dos últimos 12 meses no Estado do Acre. O avanço da inadimplência atesta o esgotamento das reservas financeiras dos lares.


Ralo do Cartão de Crédito e Contas Atrasadas: O Desespero para Fechar o Mês

De acordo com os analistas econômicos e dirigentes do comércio varejista responsáveis pelo levantamento, o recorde de endividamento é puxado principalmente pelas contas de cartão de crédito, carnês de lojas e financiamentos de bens básicos. Especialistas apontam que a contratação de dívidas deixou de ser um instrumento de investimento ou consumo de luxo e passou a ser uma estratégia desesperada de sobrevivência: as famílias usam o limite do cartão para comprar comida, pagar a conta de luz e abastecer o veículo. Com os juros nas alturas, o efeito bola de neve é imediato, convertendo o endividamento em inadimplência crônica e travando a circulação de dinheiro na economia local.

Raio-X do Endividamento Domiciliar Métrica / Nível Apurado (2026) Impacto no Comércio e no Consumo
Famílias Endividadas no Acre Recorde absoluto em um ano Uso em massa do crédito para custear sobrevivência.
Principal Vilão Cartão de crédito e carnês Efeito bola de neve com juros e atrasos na praça.
Reflexo de Mercado Inadimplência em alta Bloqueio do poder de compra e queda no varejo.

Este recorde indigesto de endividamento faz total sentido quando cruzado com a realidade asfixiante do estado, onde dados recém-divulgados comprovam que uma família padrão no Acre precisa gastar R$ 2,5 mil por mês apenas com suprimentos básicos de sobrevivência. O drama ganha contornos de calamidade pública visto que 57% das famílias de Rio Branco sobrevivem com uma renda total de até dois salários mínimos, sendo engolidas por uma inflação galopante que fez a cesta básica subir 9,1% na capital, registrando o maior preço de sua série histórica.

Para tentar tapar o ralo das contas que não fecham, o cidadão se sacrifica cumprindo as maiores cargas horárias de trabalho do país de sol a sol sob o peso de um etanol cotado a R$ 5,35 o litro, entregando mais de R$ 18 milhões em impostos por dia para o fisco estadual. Essa asfixia financeira generalizada quebra as pernas do setor produtivo, que amarga uma severa queda nas vendas de maio apontada pela Stone e empurra as empresas para o buraco, com a Serasa registrando o recorde de quase 14 mil empresas negativadas com o nome no vermelho no Acre.

Link de Fonte: ac24horas

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