O avanço das afecções respiratórias e o impacto das oscilações climáticas sazonais no extremo Norte empurraram a infraestrutura hospitalar do estado para o limite de sua capacidade operacional. Conforme dados epidemiológicos oficiais consolidados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e divulgados nesta quarta-feira (17 de junho de 2026), o Acre registrou uma alta de 36% nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em comparação com as semanas anteriores. O salto estatístico agrava o cenário de superlotação nas alas públicas.
UTIs Lotadas, Baixa Cobertura Vacinal e o Impacto das Friagens de Junho
De acordo com os técnicos e médicos infectologistas da Sesacre, o aumento de 36% na ocupação de leitos clínicos e de terapia intensiva foi impulsionado pela circulação agressiva de vírus respiratórios (como Influenza e VSR) em um período marcado pela chegada de frentes frias na região. As autoridades de saúde apontam que o principal fator para esse colapso foi o completo apagão na campanha de imunização, onde a cobertura vacinal contra a gripe atingiu reles 38% da meta populacional. Com a iminência de novas friagens, o estado mantém o alerta epidemiológico em nível máximo, priorizando o atendimento de crianças e idosos que chegam aos prontos-socorros com severa insuficiência respiratória.
| Indicador Hospitalar (Sesacre) | Variação / Cobertura Apurada (2026) | Status de Resposta da Rede Pública |
|---|---|---|
| Internações por SRAG | Alta real de 36% | Superlotação imediata em leitos e UTIs pediátricas. |
| Vacinação Contra Gripe | Apenas 38% da meta atingida | Apagão vacinal deixa a população vulnerável. |
| Fator Climático Agravante | Duas friagens em junho | Alerta epidemiológico máximo emitido pela vigilância. |
Este salto de 36% nas internações respiratórias joga ainda mais drama sobre um sistema de saúde que já opera sufocado sob decreto de emergência pela superlotação crônica de UTIs. Embora a vigilância registre um alívio em outra frente, marcada por uma queda de 75% nos casos notificados de dengue, a corrida de pais desesperados com filhos doentes para as UPAs não para de crescer, forçando o governador Gladson Cameli a fazer um apelo público para reabastecer o Hemoacre, enquanto o interior lida com ocorrências policiais brutais, como o homem preso em Cruzeiro do Sul após espancar a própria irmã.
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