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Nova Lei relatada por Alan Rick institui o Pro-Reciclagem no Brasil

Sancionada a legislação que cria incentivos diretos ao setor de reciclagem. Relatada pelo senador Alan Rick, a medida permite deduções fiscais para projetos de economia circular.
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Alan Rick é o novo líder do Republicanos no Senado/Foto: Reprodução

A entrada em vigor da nova Lei de Incentivo à Reciclagem marca um avanço significativo na gestão de resíduos sólidos e no fortalecimento da economia circular em território nacional. O texto, que teve como relator o senador acreano Alan Rick, institui o Programa Nacional de Apoio à Reciclagem (Pro-Reciclagem), estabelecendo mecanismos de fomento para projetos que visem à reutilização, tratamento e reciclagem de resíduos sólidos pós-consumo.

A legislação permite que pessoas físicas e jurídicas deduzam parte do Imposto de Renda (IR) para investir em projetos aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente. Para pessoas físicas, a dedução é de até 1%, enquanto para pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real, o limite também é de 1%. O objetivo central é atrair capital privado para a estruturação de cooperativas de catadores e para o desenvolvimento de tecnologias de logística reversa.

Estrutura do Pro-Reciclagem e Fundos de Investimento

Além dos incentivos diretos, a lei prevê a criação de fundos de investimento para projetos de reciclagem (Invest-Reciclagem). Esses fundos funcionarão de forma análoga aos fundos de investimento em cadeias produtivas agroindustriais, permitindo a captação de recursos no mercado financeiro para a modernização de plantas industriais de processamento de resíduos e capacitação de mão de obra especializada.

Pilar da Legislação Mecanismo Técnico Objetivo Institucional
Dedução Fiscal (IR) Até 1% para PF e PJ (Lucro Real). Estimular o aporte privado em projetos socioambientais.
Pro-Reciclagem Programa de apoio direto. Fortalecer cooperativas e infraestrutura de triagem.
Invest-Reciclagem Fundos de Investimento. Financiamento via mercado de capitais.
Beneficiários Cooperativas e Empresas de Gestão de Resíduos. Regularizar e profissionalizar a cadeia produtiva.

O senador Alan Rick destacou que a medida corrige uma assimetria histórica, conferindo à reciclagem um tratamento tributário similar ao dado a outros setores da cultura e do esporte via leis de incentivo. A expectativa é que a norma gere impactos positivos diretos na redução do volume de resíduos destinados a aterros sanitários e na elevação da dignidade socioeconômica dos catadores de materiais recicláveis em todo o Brasil.

A visão do Acre Atual: Protagonismo Legislativo e Economia Circular

A consolidação da Lei de Incentivo à Reciclagem, sob relatoria de um representante acreano, posiciona o estado no centro do debate sobre desenvolvimento sustentável e economia de baixo carbono. No Acre Atual, avaliamos que este marco legal transcende a mera renúncia fiscal; trata-se de um instrumento estratégico de política industrial e ambiental. Ao desonerar investimentos em reciclagem em 2026, o Brasil sinaliza um compromisso real com a Agenda 2030, transformando o passivo ambiental em ativo econômico. Para o Acre, onde os desafios logísticos da gestão de resíduos são acentuados, esta lei abre portas para que municípios e cooperativas locais acessem recursos federais antes inacessíveis, profissionalizando a cadeia de coleta e agregando valor aos materiais processados na região amazônica.

Fonte: ac24horas / Senado Federal

Redigido por Acre Atual

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