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Márcio Bittar rejeita pedido de André Mendonça e nega apoio a Jorge Messias para o STF

O senador acreano Márcio Bittar mantém postura firme e recusa endosso ao nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, mesmo após apelo direto do ministro André Mendonça.
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Bittar Mendonça
Foto: Montagem

O cenário político em Brasília ferveu nesta terça-feira (28 de abril de 2026) com a notícia de que o senador Márcio Bittar (União Brasil-AC) negou formalmente o apoio à eventual indicação de Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União, para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). O movimento de Bittar ganha contornos de drama político por ter ocorrido logo após um pedido direto e pessoal do ministro André Mendonça, que tentava atuar como ponte entre o governo e a ala conservadora do Senado.

Bittar, um dos principais expoentes da oposição e do bolsonarismo no Acre, justificou sua decisão baseando-se na incompatibilidade ideológica e no perfil técnico de Messias, que é visto pela bancada da direita como um nome intrinsecamente ligado à agenda do atual governo federal. Para o senador acreano, a composição da Suprema Corte deve priorizar nomes que demonstrem independência e distanciamento das pautas progressistas, algo que ele não enxerga na figura do “Bessias”, como Messias ficou conhecido em episódios políticos anteriores.

O Jogo de Xadrez entre o Senado e o Judiciário

A tentativa de André Mendonça de angariar votos para Messias revela uma estratégia de “pacificação” institucional que o próprio governo tem tentado costurar dentro do STF. No entanto, o “não” de Bittar sinaliza que a oposição no Senado não pretende facilitar as indicações que consolidem uma maioria alinhada ao Palácio do Planalto. A resistência de Bittar é estratégica: ela reafirma sua liderança junto à base conservadora do Acre e coloca o senador em uma posição de destaque nas discussões de bastidores sobre o futuro do Judiciário brasileiro.

Personagem Papel na Articulação Posicionamento / Ação
Márcio Bittar Senador (Acre) Rejeição total ao nome de Messias.
André Mendonça Ministro do STF Articulação e pedido de apoio.
Jorge Messias Candidato ao STF (AGU) Buscando viabilidade política.
Oposição Bancada Conservadora Blindagem contra nomes de esquerda.

Enquanto o governo federal estuda o melhor momento para oficializar a indicação, o recado de Bittar serve como um balde de água fria nas pretensões de Jorge Messias de ter uma sabatina tranquila. A postura do senador acreano deve influenciar outros colegas da região Norte, onde a pauta de costumes e a defesa de um Judiciário mais técnico e menos militante são temas centrais para o eleitorado local.

A visão do Acre Atual: Bittar e a Fidelidade ao Discurso

A negativa de Márcio Bittar ao pedido de André Mendonça neste 28 de abril de 2026 reafirma que o senador não está disposto a “negociar o inegociável” com sua base. No Acre Atual, avaliamos que Bittar joga para a plateia que o elegeu: um Acre majoritariamente conservador que vê com desconfiança qualquer movimento de aproximação com os nomes do PT. Ao ignorar o apelo de um ministro “terrivelmente evangélico” como Mendonça, Bittar mostra que sua bússola política está mais ligada ao sentimento das ruas acreanas do que aos acordos de bastidores das cortes superiores. É um movimento arriscado, pois fecha portas de diálogo, mas é coerente com a figura de “guardião dos valores da direita” que o senador cultiva com tanto afinco. Em 2026, a coerência ideológica é a moeda mais cara da política acreana.

Fonte: ac24horas / Redação Acre Atual

Redigido por Acre Atual

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