Colapso na Mobilidade: Oficiais de Justiça cumprem mandado de busca e apreensão contra ônibus da Ricco e travam o transporte público em Rio Branco
A crise operacional e o imbróglio jurídico que asfixiam o sistema de transporte coletivo da capital acreana atingiram o seu ponto de ruptura mais dramático, deixando milhares de usuários completamente desamparados nas paradas. Conforme mandado judicial executado e relatórios operacionais consolidados pelas autoridades de trânsito nesta terça-feira (30 de junho de 2026), a Justiça determinou e cumpriu uma ordem de busca e apreensão contra a frota de ônibus da empresa Ricco, afetando imediatamente a circulação das principais linhas de Rio Branco. A ação removeu os veículos de circulação devido a litígios financeiros.
Inadimplência de Ônibus, Recolhimento de Veículos e o Ralo Gerencial nas Periferias
De acordo com os oficiais de Justiça e agentes de fiscalização que acompanharam a desmobilização no pátio da concessionária, a medida decorre de uma ação de execução movida por instituições financeiras credoras, em razão do descumprimento de contratos de financiamento e leasing dos veículos de transporte urbano. Com o recolhimento forçado de parte expressiva dos carros, os bairros periféricos sofreram um apagão logístico instantâneo, registrando atrasos escorchantes e deixando trabalhadores sem transporte. Técnicos de engenharia de tráfego apontam que, embora o município tente realizar remanejamentos com vans e veículos de apoio, o tamanho do desfalque na frota operante impede a normalização do fluxo nas próximas horas, escancarando a total fragilidade da rede municipal.
| Dimensão Jurídica e Operacional (2026) | Status / Medida Cumprida na Capital | Efeito Direto sobre as Linhas Urbanas |
|---|---|---|
| Ordem Judicial | Busca e apreensão da frota Ricco | Ônibus retirados de circulação por oficiais de justiça. |
| Causa do Litígio | Inadimplência com credores bancários | Falta de pagamento de leasing trava o direito de uso dos carros. |
| Impacto ao Trabalhador | Paralisação crônica de linhas | Paradas lotadas nas periferias sem previsão de ônibus. |
Este recolhimento forçado pela Justiça explode no colo de uma prefeitura completamente emparedada, vindo à tona escassos cinco dias após vir a público que a **empresa contratada para substituir o sistema atua em Porto Velho (RO) e Bragança Paulista (SP)**, uma transição que ocorre sob clima de guerra aberta, já que na semana passada a **empresa Ricco deu um ultimato cobrando a prefeitura sobre a transição e exigindo respostas em 24 horas**. O apagão de ônibus castiga o cidadão que cumpre as maiores cargas horárias de trabalho do país de sol a sol para entregar mais de R$ 18 milhões em impostos por dia para os cofres públicos, operando em meio a uma asfixia na qual 57% das famílias de Rio Branco sobrevivem com uma renda total de até dois salários mínimos, sendo engolidas por uma inflação impiedosa na qual a cesta básica subiu 9,1% na capital, batendo o maior preço de sua série histórica, e o preço da carne bovina encareceu até 24% em 2026 nos açougues (prejudicada e em nó cambial porque a **ausência de compras dos Emirados Árabes derrubou a carne bovina na exportação do Acre**).
Link de Fonte: ac24horas







