Quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também precisa manter o Cadastro Único atualizado/Foto: Reprodução
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode suspender ou até cessar benefícios em 2026 caso o segurado deixe de cumprir determinadas exigências. Entre as principais situações que podem colocar o pagamento em risco estão a falta a uma perícia médica convocada, a ausência de regularização do Cadastro Único para beneficiários do BPC e o retorno ao trabalho durante o recebimento de benefício por incapacidade.
O salário mínimo de 2026 é de R$ 1.621, valor que também corresponde ao piso de diversos benefícios pagos pela Previdência Social.
Falta à perícia pode suspender benefício
Uma das situações que exige atenção dos segurados é a convocação para perícia médica. O INSS pode determinar uma nova avaliação para verificar se permanecem as condições que justificaram a concessão de um benefício por incapacidade.
O não comparecimento à perícia pode resultar na suspensão da aposentadoria por incapacidade permanente. A mesma regra pode ser aplicada ao auxílio por incapacidade temporária quando houver convocação para avaliação.
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Durante a perícia, o segurado deve apresentar documentos médicos relacionados à doença ou lesão, como laudos, exames e outros registros que possam auxiliar na avaliação.
BPC exige atenção ao Cadastro Único
Quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também precisa manter o Cadastro Único atualizado.
Em 2026, o governo ampliou as ações de qualificação cadastral envolvendo famílias beneficiárias. Cadastros sem atualização há mais de 24 meses podem gerar notificações.
Após receber o aviso, o beneficiário precisa seguir as orientações para regularizar a situação. Caso a pendência não seja resolvida, o pagamento pode ser bloqueado ou suspenso e, posteriormente, cessado se o cadastro continuar irregular dentro do prazo estabelecido.
Por isso, o INSS orienta os beneficiários a manterem os dados pessoais e cadastrais atualizados e, quando convocados, realizarem a regularização.
Retorno ao trabalho pode interromper benefício
Outra situação que pode levar à perda do benefício envolve segurados que recebem auxílio por incapacidade temporária e retornam ao trabalho.
O benefício pode ser cancelado a partir da data em que o segurado volta à atividade que motivou sua concessão. Em determinadas situações, valores recebidos após o retorno podem ser considerados indevidos e cobrados pelo órgão.
No caso da aposentadoria por incapacidade permanente, o benefício deixa de ser devido quando o segurado recupera a capacidade para o trabalho ou retorna à atividade profissional.
Prova de vida não é feita por SMS
A prova de vida também exige atenção, embora atualmente seja realizada principalmente por meio do cruzamento automático de dados de diferentes bases do governo.
Quando o INSS não consegue identificar a realização da prova de vida por meio dessas bases, o beneficiário pode receber uma comunicação oficial para regularizar a situação.
Em agosto de 2026, o instituto alertou que não envia SMS para informar que um benefício será cortado por falta de prova de vida. Por isso, mensagens desse tipo devem ser tratadas com desconfiança.
Para evitar problemas, o segurado deve acompanhar eventuais notificações, manter seus documentos e cadastros atualizados e utilizar os canais oficiais do INSS, como o aplicativo Meu INSS e a Central 135.
A recomendação é não clicar em links enviados por mensagens suspeitas nem fornecer dados pessoais ou bancários a terceiros que se apresentem como representantes do instituto.
Conteúdo Original / Fonte: Notícias ao Minuto







