O clima esquentou na Assembleia Legislativa do Acre (ALEAC) nesta terça-feira (19 de maio de 2026) durante o debate sobre as recentes movimentações do Banco Master no estado. O líder do governo, deputado Manoel Moraes, rebateu duramente as críticas e as suspeitas levantadas pelo deputado de oposição Edvaldo Magalhães, que classificou a aproximação da instituição financeira como um “assédio” ao Acreprevidência.
Defesa da Gestão e Ironia à Oposição
Em seu discurso, Manoel Moraes utilizou uma expressão popular para ironizar a preocupação da oposição: afirmou que Edvaldo Magalhães está “procurando chifre em cabeça de cavalo”. Segundo o líder governista, o diálogo com instituições financeiras faz parte da busca por melhores rendimentos para os ativos do estado e não implica, necessariamente, em riscos à previdência dos servidores. Moraes defendeu que o governo tem critérios técnicos e que qualquer proposta passará por análise rigorosa antes de qualquer decisão.
| Parlamentar | Argumento Principal | Postura |
|---|---|---|
| Manoel Moraes (Governo) | Diálogo institucional padrão; busca por rentabilidade. | Defensiva e irônica. |
| Edvaldo Magalhães (Oposição) | Risco aos fundos do Acreprevidência; “assédio” bancário. | Alerta e vigilância. |
| Instituição Foco | Banco Master | Investigado por expansão agressiva. |
A discussão ocorre em um momento de extrema sensibilidade econômica para o estado. Com a renda média do trabalhador acreano figurando entre as menores do Norte e o endividamento atingindo 50 mil famílias, a segurança do fundo previdenciário é vista pela oposição como a “última fronteira” da estabilidade financeira dos servidores. Enquanto o governo foca na evolução social (16ª posição nacional) e na atração de investimentos, a oposição teme que a entrada de bancos com perfil de risco elevado possa comprometer o futuro das aposentadorias no Acre.
Link de Fonte: ac24horas







