Os deputados estaduais do Acre foram mobilizados nesta terça-feira, 15, para votar nas comissões e levar para o plenário a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercificio financeiro de 2027, que se arrasta desde o semestre passado ao não ser votada antes do recesso. A proposta, que prevê receita de R$ 11,7 bilhões, foi aprovada com emendas nas comissões, mas ao ir para o plenário a sessão acabou sendo esvaziada.
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Dos 24 deputados, 14 estavam presentes, tendo quorum minimo para aprovação no Poder Legislativo. O ac24horas apurou que existia um acordo entre o líder do governo e presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Manoel Moraes (PP), o presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, Afonso Fernandes (UB) com anuência do líder da oposiçào, deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), mas na hora de votar, o plenário acabou sendo esvaziado.
O fato é que antes de o plenário ser esvaziado, o ac24horas registrou a chegada do secretário de governo, Luiz Calixto, que negou que Palácio Rio Branco tenha dado algum comando para que a pauta não fosse votada. “A votação é uma prerrogativa e demanda do legislativo. Nós não demos nenhuma ordem. Vamos tentar mobilizar os deputados novamente”, frisou o articulador, pontuando, que provavelmente a votação ocorra na próxima semana, mas sem garantir. “Nós sabemos que todos estão preocupados com a sua reeleição e existe uma dificuldade muito grande de mobilizá-los”,explicou Calixto.
Por outro lado, uma informação que circula nos corredores da Aleac é que o enredo da não votação teria sido o fato de Manoel Moraes acatar as emendas de Edvaldo Magalhães e não ter comunicado ao Palácio Rio Branco. Isso acabou gerando um atrito e o telefone do chefe da base tocou diversas vezes.
Inclusive, apesar de negar ter sido contra as emendas, Calixto disse ao ac24horas que as demandas “são apenas proselitismo político e que nada muda no que se vai votar”. O secretário afirmou ainda que o deputado Edvaldo errou adicionar a emenda, que deveria constar o ano de 2027, e consta como 2026. “Um copia e cola mal feito”.







