O estado do Acre recebeu um duro diagnóstico sobre suas deficiências estruturais crônicas. Um relatório nacional divulgado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) nesta sexta-feira (22 de maio de 2026) apontou o Acre como o pior estado brasileiro no ranking de saneamento básico. O estudo avaliou critérios fundamentais como o acesso à água potável, tratamento de esgoto, coleta de lixo e drenagem urbana nas 27 unidades da federação.
Déficit Histórico e os Reflexos na Saúde
De acordo com os dados apresentados, a cobertura de esgotamento sanitário no Acre ainda é incipiente, concentrada em poucas áreas centrais da capital e praticamente inexistente na maioria dos municípios do interior. A falta de investimentos contínuos e problemas na execução de obras de engenharia são apontados pelo Confea como os principais motivos para a estagnação do setor. Esse cenário impacta diretamente a qualidade de vida da população de baixa renda e sobrecarrega o sistema público de saúde.
| Indicador Avaliado (Confea) | Posição do Acre (2026) | Gargalo Principal |
|---|---|---|
| Ranking Geral de Saneamento | 27º Lugar (Último) | Baixo índice de tratamento de esgoto. |
| Atendimento no Interior | Crítico | Dependência de poços e ramais sem rede. |
| Relação com a Saúde | Alta Vulnerabilidade | Proliferação de doenças hídricas. |
O resultado do ranking do Confea escancara o lado mais frágil dos indicadores do estado. Embora o Acre apareça com destaque positivo no Top 10 de evolução em capital humano e no Top 5 de sustentabilidade, a falta de saneamento básico desmente a narrativa de desenvolvimento uniforme. A precariedade do setor ajuda a explicar por que o estado também lidera os índices de subnotificação de óbitos no interior e enfrenta crises sazonais severas, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em bebês e surtos de diarreia em comunidades isoladas, que sofrem sem água tratada. A recente medida do governo federal de fixar em até R$ 38,8 mil o repasse para cisternas rurais tenta mitigar a escassez, mas o ambiente urbano das cidades acreanas carece de intervenções profundas e de grande escala.
Link de Fonte: ac24horas / Confea Brasil







