O fim da escala 6×1 pode beneficiar trabalhadores de menor escolaridade, pretos e pardos, segundo estudo recente. A análise aponta que esse grupo concentra maior presença no modelo de jornada com seis dias consecutivos de trabalho e apenas um de descanso, o que reacende o debate no Congresso Nacional sobre possíveis mudanças na legislação trabalhista.
O fim da escala 6×1 vem sendo discutido como alternativa para reduzir desigualdades no mercado de trabalho e melhorar a qualidade de vida de categorias que atuam principalmente nos setores de comércio e serviços. De acordo com dados analisados por especialistas, trabalhadores com menor nível de escolaridade estão mais expostos a esse regime de jornada.
Perfil dos trabalhadores impactados
O levantamento indica que o fim da escala 6×1 teria impacto significativo sobre profissionais que recebem até dois salários mínimos e possuem ensino fundamental ou médio incompleto. Além disso, pretos e pardos aparecem proporcionalmente em maior número nesse tipo de jornada, o que, segundo pesquisadores, reforça a dimensão social do debate.
Especialistas afirmam que o modelo atual pode ampliar desigualdades históricas, já que limita períodos de descanso e convivência familiar, especialmente para trabalhadores em funções operacionais e de atendimento ao público.
Debate no Congresso Nacional
O fim da escala 6×1 passou a integrar discussões legislativas nos últimos meses, com propostas que buscam alterar a jornada de trabalho padrão prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Parlamentares da base governista defendem que a mudança pode gerar avanços sociais, enquanto representantes do setor empresarial demonstram preocupação com possíveis impactos nos custos das empresas.
Entre as alternativas discutidas estão modelos como a jornada 5×2 ou a redução da carga horária semanal, medidas que ainda dependem de amplo debate técnico e político antes de eventual votação.
Impactos econômicos e sociais
Economistas apontam que o fim da escala 6×1 pode trazer ganhos relacionados à produtividade e bem-estar dos trabalhadores, mas alertam que a transição exigiria planejamento para evitar impactos abruptos no setor produtivo. A discussão envolve também possíveis adaptações contratuais e negociação coletiva entre empregadores e empregados.
O tema segue em análise no Congresso e deve continuar gerando debates entre governo, setor empresarial e entidades sindicais nos próximos meses.
Perspectivas para os próximos meses
A tramitação de propostas relacionadas ao fim da escala 6×1 ainda depende de consenso político e avaliação de impacto econômico. Especialistas defendem que qualquer mudança seja acompanhada de estudos técnicos aprofundados para garantir equilíbrio entre proteção ao trabalhador e sustentabilidade das empresas.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







