O Acre alcançou uma marca importante na transição energética da Região Norte. Dados consolidados divulgados neste domingo (17 de maio de 2026) revelam que o estado superou o Amapá e Roraima em potência instalada de energia solar fotovoltaica na modalidade de geração distribuída. No entanto, o clima de celebração entre empresas do setor e consumidores é acompanhado por uma preocupação crescente: o risco de travamento da expansão devido às limitações técnicas da rede elétrica local.
Liderança Regional e Barreiras Técnicas
A corrida pela energia solar no Acre foi impulsionada pelo alto custo da tarifa de energia convencional e pela busca por sustentabilidade em residências e empresas de Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Apesar do bom desempenho comparativo, o setor alerta para a saturação de subestações e transformadores. Segundo especialistas, se não houver investimentos imediatos na modernização da rede de distribuição para suportar o fluxo bidirecional de energia, novos pedidos de conexão podem ser negados, estagnando o mercado.
| Estado (Região Norte) | Status de Geração Solar (2026) | Principal Desafio |
|---|---|---|
| Acre | Liderança sobre AP e RR | Capacidade técnica da rede. |
| Amapá / Roraima | Em fase de recuperação | Logística e custo de instalação. |
| Risco de Travamento | Alto | Necessidade de novos investimentos. |
A situação gera um dilema econômico: enquanto o Acre figura entre os cinco estados que mais evoluíram em sustentabilidade ambiental no Brasil, a infraestrutura física não acompanha a velocidade da demanda por tecnologias verdes. Consumidores que planejam investir em painéis solares para fugir da inflação — que voltou a subir em Rio Branco — temem que o “estoque” de vagas nas subestações se esgote antes da viabilização de seus projetos. O setor agora cobra uma atuação mais firme da Aneel e da concessionária local para garantir que o sol continue sendo uma fonte de economia e desenvolvimento para os acreanos.
Link de Fonte: ac24horas







