O Acre ficou de fora da mais recente Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (14 de maio de 2026). A ausência do estado no levantamento técnico não se deve a uma falha de coleta, mas sim ao baixo peso da indústria local no valor da transformação industrial brasileira. De acordo com os critérios estatísticos, o setor secundário acreano ainda não atingiu o patamar mínimo de relevância necessário para ser monitorado mensalmente de forma isolada.
Desafios da Industrialização na Amazônia
A exclusão do Acre destaca a dificuldade histórica de diversificação econômica no estado, que mantém uma forte dependência do setor público, da agropecuária e, mais recentemente, do varejo. Enquanto o comércio acreano lidera o crescimento nacional com alta de 11,5%, a indústria local, composta majoritariamente por pequenas unidades de beneficiamento de alimentos e extração de madeira, não possui escala para influenciar o índice industrial nacional. A falta de infraestrutura logística e o alto custo da energia são apontados como as principais barreiras para a instalação de parques fabris competitivos.
Economistas ressaltam que não constar nos índices do IBGE dificulta a atração de investimentos, já que investidores buscam dados precisos sobre a produtividade do setor. Para mudar esse cenário, especialistas sugerem que o Acre foque na agroindústria e no aproveitamento tecnológico de produtos da floresta, agregando valor à matéria-prima antes da exportação. Sem uma política agressiva de industrialização, o estado corre o risco de continuar sendo apenas um corredor de passagem e consumo, sem gerar empregos qualificados no setor fabril.
Link de Fonte: ac24horas / IBGE







