Em sessão realizada nesta quarta-feira (6 de maio de 2026), a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu a condenação do governador do Acre, Gladson Cameli. O processo é fruto das investigações da Operação Ptolomeu, que apurou supostos esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa em contratos do Governo do Estado. A decisão, embora desfavorável ao chefe do Executivo, ainda permite a interposição de recursos junto à própria corte e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Acusações e Detalhamento da Sentença
O julgamento focou em denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontavam irregularidades em licitações e movimentações financeiras atípicas. Durante a leitura dos votos, os ministros analisaram provas colhidas ao longo de anos de investigação, incluindo quebras de sigilo bancário e interceptações. A defesa do governador, por sua vez, sustentou a tese de inocência e alegou falta de provas robustas que vinculassem diretamente Cameli aos atos ilícitos narrados nos autos.
A defesa técnica de Gladson Cameli informou, imediatamente após a proclamação do resultado, que já está finalizando as peças para ingressar com Recurso Extraordinário perante o Supremo Tribunal Federal. O objetivo é questionar aspectos constitucionais do processo e suspender os efeitos da condenação até que o trânsito em julgado ocorra na última instância. Por se tratar de uma decisão colegiada de uma corte superior, o cenário político acreano entra em um período de instabilidade jurídica, embora o governador permaneça no cargo enquanto houver possibilidade de recurso com efeito suspensivo.
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