O Poder Judiciário do Acre pautou para esta semana um julgamento que rememora um crime de alta perversidade e planejamento estratégico das organizações criminosas na capital. Três homens vão a júri por assassinato de um suposto membro de uma facção rival, ocorrido em 2024, após a vítima ter sido atraída para uma emboscada fatal por meio de um perfil falso em uma rede social. O caso, que chocou a opinião pública pela frieza dos executores, chega ao Tribunal do Júri de Rio Branco nesta segunda-feira (30 de março de 2026), sob forte esquema de segurança para evitar confrontos entre grupos rivais nas dependências do fórum.
De acordo com os autos do processo, a vítima foi seduzida por conversas em um aplicativo de mensagens, acreditando que encontraria uma mulher em um bairro periférico da cidade. Ao chegar ao local combinado, foi surpreendida pelos criminosos, que o submeteram a um “tribunal do crime” antes da execução. O fato de que três homens vão a júri por assassinato neste contexto reforça a tese do Ministério Público de que houve crime premeditado, com as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do envolvimento com organização criminosa armada.
A armadilha digital e a investigação da Polícia Civil
A investigação, conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi minuciosa ao rastrear as pegadas digitais deixadas pelos acusados. Através de quebras de sigilo telemático, os agentes conseguiram provar que o perfil utilizado para atrair o jovem era administrado por um dos réus de dentro de uma unidade prisional, contando com o apoio dos executores externos. Quando os três homens vão a júri por assassinato com provas tão contundentes, a expectativa da acusação é de uma pena máxima, servindo como um exemplo de que o mundo digital não é um território sem lei para as facções.
Os advogados de defesa, por sua vez, tentam desqualificar as provas técnicas e alegar a inexistência de provas de autoria direta para todos os envolvidos. No entanto, o depoimento de testemunhas protegidas e a recuperação de mensagens deletadas pesam contra os acusados. O julgamento em que os três homens vão a júri por assassinato deve durar pelo menos dois dias, dada a complexidade do caso e o número de réus a serem interrogados pelo conselho de sentença, formado por cidadãos sorteados da comunidade local.
Segurança reforçada e impacto na pacificação dos bairros
O Tribunal de Justiça do Acre solicitou o apoio do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) para garantir a ordem durante o julgamento. Ações como esta, onde três homens vão a júri por assassinato decorrente de guerra entre facções, costumam gerar tensões nos bairros onde os grupos operam. A justiça espera que, com a condenação dos culpados, haja um efeito de desestabilização nas lideranças locais dessas organizações, mostrando que o braço forte do Estado continua atuando para punir crimes de sangue e emboscadas virtuais.
O Acre Atual acompanha o desenrolar das oitivas e trará o veredito final assim que for anunciado pelo juiz presidente da sessão. Saber que três homens vão a júri por assassinato é um passo importante para as famílias das vítimas e para a sociedade que clama por paz. O uso de perfis falsos para atrair jovens para a morte tornou-se uma modalidade criminosa preocupante no Acre, e o resultado deste júri será um balizador para futuras sentenças relacionadas a crimes cibernéticos com desfecho letal no estado.
Veredito e o papel do Ministério Público
O promotor de justiça responsável pelo caso destacou que a crueldade do método utilizado — a atração pela confiança — demonstra um desvalor absoluto pela vida humana. Ao ver que os três homens vão a júri por assassinato, o MP reafirma seu compromisso de não deixar impunes crimes que utilizam a tecnologia para o mal. O conselho de sentença terá em mãos fotos, vídeos e transcrições que remontam ao dia do crime, sendo instado a decidir se o dolo foi intensificado pela forma covarde da abordagem.
O Acre Atual continuará vigilante sobre o sistema penitenciário e o Judiciário, informando sobre o desfecho deste e de outros casos de repercussão. Acompanhe nossas atualizações para saber as sentenças aplicadas e como o Acre está combatendo o avanço das facções. No Acre Atual, a justiça e a segurança do cidadão são prioridades informativas. Que o julgamento onde três homens vão a júri por assassinato traga a resposta necessária para um Rio Branco que deseja enterrar a violência e semear a justiça.
Fonte: ac24horas
Redigido por Acre Atual







