Neste domingo, 29 de março, a Igreja Católica celebra o Domingo de Ramos, data que marca oficialmente o início da Semana Santa, o período mais sagrado do calendário litúrgico cristão. A celebração relembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando foi aclamado pelo povo com ramos e aclamações de “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor!”. Esse evento bíblico dá início à sequência de celebrações que culminam no Domingo de Páscoa, celebrado no próximo domingo (5 de abril).
O Domingo de Ramos é um dos momentos mais emblemáticos da fé cristã, pois conjuga alegria e reverência. Ao mesmo tempo em que remete à acolhida festiva de Jesus como messias, a liturgia do dia já antecipa a Paixão de Cristo, com a leitura do relato de sua morte. Essa dualidade — entre o reconhecimento messiânico e o caminho de sofrimento — torna a celebração particularmente profunda para os fiéis.
O significado dos ramos e a tradição cristã
A tradição de utilizar ramos nas celebrações deste domingo tem origem direta nos relatos bíblicos. De acordo com o Evangelho de Lucas (19,36), o povo acolheu Jesus estendendo roupas pelo caminho e empunhando ramos como sinal de reverência, respeito e fé. Hoje, os ramos — geralmente de palmeiras, oliveiras ou outras plantas típicas de cada região — são abençoados durante as missas e levados pelos fiéis para suas casas, onde permanecem como símbolo de proteção espiritual e compromisso com os ensinamentos cristãos.
Uma curiosidade pouco conhecida, mas profundamente enraizada na tradição católica, é o destino desses ramos após secarem. Eles são guardados ao longo do ano e, na Quarta-feira de Cinzas do ciclo litúrgico seguinte, são queimados para produzir as cinzas utilizadas na cerimônia que abre a Quaresma. Esse ciclo — ramos abençoados, secagem, queima e transformação em cinzas — representa, para os teólogos, uma metáfora da renovação espiritual e da passagem do tempo na vida de fé.
“O Domingo de Ramos inicia a Semana Santa, mas o ponto alto desse período é o Tríduo Pascal — Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e Sábado Santo. A Semana Santa é o forte momento do ano para viver com devoção e fé profundas a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo”, explicou à reportagem o padre Manoel Monte, reitor da Catedral Nossa Senhora de Nazaré, em Rio Branco.
Recomendações para a vivência da Semana Santa
O padre Manoel Monte também destacou que os cristãos são chamados a viver essa semana por meio da oração, de exercícios de penitência e da prática da caridade. “Os costumes tradicionais de comer peixe, e outros alimentos próprios desse tempo, fazem referência à força da fé que se encarna na cultura e na tradição dos povos”, afirmou. A recomendação se alinha ao espírito de recolhimento e reflexão que caracteriza a Semana Santa, período em que os fiéis são convidados a se afastar um pouco do cotidiano para se dedicar à vida espiritual.
A liturgia do Domingo de Ramos também contempla a leitura encenada da Paixão de Cristo, com diferentes leitores representando os personagens bíblicos. Essa encenação será retomada durante as celebrações do Tríduo Pascal — especialmente na Sexta-feira Santa — e ajuda os fiéis a reviverem, de forma dramática e envolvente, os momentos finais da vida de Jesus.
Programação completa na Catedral Nossa Senhora de Nazaré
A Diocese de Rio Branco preparou uma programação especial para a Semana Santa, com celebrações na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, no centro da capital acreana. Os fiéis poderão participar de missas, confissões, vigílias e procissões ao longo de todos os dias, desde o Domingo de Ramos até o Domingo de Páscoa.
Sábado (28 de março): – 19h: Benção dos Ramos e celebração da Santa Missa
Domingo de Ramos (29 de março): – 6h, 8h, 17h e 19h: Benção dos ramos e Santa Missa
Segunda-feira Santa (30 de março): – 15h às 17h: Confissões – 18h40: Terço Mariano – 19h: Santa Missa
Terça-feira Santa (31 de março): – 8h às 11h30: Confissões – 11h40: Santo Terço – 12h: Adoração ao Santíssimo – 15h às 17h: Confissões – 19h: Santa Missa
Quarta-feira Santa (1º de abril): – 15h às 18h: Confissões – 19h: Missa do Santo Crisma, com benção dos óleos do Crisma, Batismo e Enfermos
Quinta-feira Santa (2 de abril): – 8h30 às 11h30: Confissões – 14h30 às 17h: Confissões – 19h: Celebração da Ceia do Senhor (Lava-pés) – 20h30 às 23h: Vigília Eucarística
Sexta-feira Santa (3 de abril): – 7h às 13h: Vigília Eucarística – 15h: Celebração da Paixão do Senhor – 17h: Procissão do Cristo Morto, com encerramento na Gameleira e apresentação teatral do grupo Totus Tuus
Sábado de Aleluia (4 de abril): – 19h: Solene Vigília Pascal (a Diocese recomenda que os fiéis levem velas)
Domingo de Páscoa (5 de abril): – 3h30: Concentração na Catedral – 4h: Procissão até a Gameleira – 5h: Celebração do Alvorecer na Gameleira – 6h, 8h, 17h e 19h: Missas na Catedral
A Semana Santa é considerada pela Igreja Católica o ponto alto do ano litúrgico, e a participação nas celebrações é vista como um ato de renovação da fé. Para os fiéis acreanos, a programação na Catedral oferece oportunidades em diferentes horários, permitindo que todos possam viver esse momento sagrado de acordo com suas rotinas e possibilidades.
Fonte: ContilNet Notícias
Redigido por Acre Atual







