O Acre vive um paradoxo preocupante na área da saúde pública. Embora os casos de dengue tenham registrado uma queda expressiva de mais de 78% em 2026, a cobertura da vacina contra a doença no estado está muito abaixo do esperado. Dados do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) revelam que a maioria dos municípios acreanos não alcançou as metas de imunização, especialmente quando se analisa o esquema completo de duas doses.
Primeira dose: início de adesão, mas ainda insuficiente
Na aplicação da primeira dose, alguns municípios se destacam com melhores índices, como Acrelândia (65,23%), Jordão (64,49%) e Santa Rosa do Purus (53,46%). No entanto, cidades como Porto Acre (16,32%), Tarauacá (21,07%) e Bujari (22,75%) registram coberturas significativamente mais baixas, colocando suas populações em risco.
Segunda dose: o grande desafio
O cenário se agrava quando se observa a segunda dose da vacina, essencial para garantir a proteção completa contra a dengue. Mesmo nos municípios com melhor desempenho na primeira dose, os índices caem drasticamente: Acrelândia (37,19%), Jordão (34,72%) e Manoel Urbano (31,13%). Na maioria das localidades, a cobertura não ultrapassa 25%. Os números mais críticos são de Tarauacá (6,53%), Porto Acre (7,71%) e Cruzeiro do Sul (8,04%), onde a adesão ao esquema vacinal completo é extremamente baixa. Os dados indicam que, embora haja um início de adesão, o grande desafio atual é garantir que a população retorne aos postos de saúde para completar o ciclo de imunização, especialmente entre crianças e adolescentes, grupo mais vulnerável às formas graves da doença.
Fonte: ContilNet Notícias
Redigido por Acre Atual







