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PF desarticula fraude na Caixa com prejuízo de R$ 500 mi que envolvia bancários e empresas de fachada

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (25), a Operação Fallax para desarticular um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal que pode ter causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões. A investigação aponta que o grupo aliciava funcionários da instituição para inserir dados falsos nos sistemas bancários e liberar valores sem respaldo. Os recursos eram então convertidos em bens de luxo e criptoativos. Ao todo, são cumpridos 43 mandados de busca e 21 de prisão preventiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. O CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, está entre os alvos.
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PF INSS
São cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva. • Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax para desarticular um esquema de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal que pode ter causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões. As investigações apontam que o grupo criminoso atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e participação de agentes internos e externos ao sistema financeiro.

Como funcionava o esquema

Segundo a PF, a organização aliciava funcionários de instituições financeiras que inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas, liberando valores sem respaldo. Os investigados utilizavam empresas de fachada e estruturas empresariais complexas, muitas vezes ligadas a um mesmo grupo econômico, para mascarar as transações e dificultar o rastreamento. Na etapa final, os valores desviados eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, uma estratégia comum em esquemas de lavagem de dinheiro.

Mandados e alvos

A operação cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros de até R$ 47 milhões. Entre os alvos está o empresário Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor. Os suspeitos podem responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro, com penas que podem ultrapassar 50 anos de prisão.

Próximos passos

A PF obteve autorização judicial para quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas. A defesa do Grupo Fictor informou que o mandado de busca foi cumprido e o celular do empresário foi apreendido, aguardando acesso ao conteúdo da investigação para esclarecimentos. A operação teve início a partir de indícios identificados em 2024 e segue em andamento.

Fonte: CNN Brasil

Redigido por Acre Atual

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