Em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, o ditador norte-coreano Kim Jong-un utilizou o conflito entre EUA, Israel e Irã como um argumento para reafirmar a posição de seu país no cenário global. Em discurso na Assembleia Popular Suprema, Kim declarou que a Coreia do Norte consolidará permanentemente seu status como potência nuclear e tratou a Coreia do Sul como seu inimigo “mais hostil”.
A lição do Irã
Kim acusou Washington de “terrorismo e agressão globais” e afirmou que a guerra no Oriente Médio demonstra que a força se sobrepõe às normas internacionais. “A dignidade da nação, seus interesses nacionais e sua vitória final só podem ser garantidos pela potência mais forte”, declarou. Ele rejeitou novamente a troca de desarmamento por garantias de segurança, proposta histórica dos EUA, e afirmou que Pyongyang continuará consolidando seu “status absolutamente irreversível como potência nuclear”. Analistas sul-coreanos interpretaram os comentários como um reforço da crença do regime de que armas nucleares são essenciais para sua sobrevivência.
Orçamento e relações com o Sul
A Assembleia Popular Suprema também aprovou o orçamento estatal de 2026, que eleva os gastos com defesa para 15,8% do total das despesas. Paralelamente, Pyongyang aprovou uma versão revisada da Constituição, que especialistas acreditam que removerá referências à nacionalidade compartilhada com a Coreia do Sul, classificando-a como inimigo permanente. A presidência sul-coreana considerou a declaração “indesejável para a coexistência pacífica”. Kim, sem citar Donald Trump pelo nome, afirmou que seus oponentes podem “escolher o confronto ou a coexistência pacífica”, mas que o país está preparado para responder a qualquer escolha.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







