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Trump e Irã divergem sobre acordo enquanto crise do petróleo se alonga com conflito no Oriente Médio

Às vésperas de completar um mês de guerra, as narrativas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã seguem em rota de colisão.
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Arte Carla Sena/Metrópoles sobre fotos Getty Images

Às vésperas de completar um mês de conflito, a guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel se arrasta com narrativas contraditórias sobre negociações de paz. Enquanto o presidente Donald Trump tenta projetar uma imagem de conciliação, o regime iraniano mantém um discurso beligerante, desmentindo as versões americanas e reforçando ameaças militares.

Narrativas em choque

Nesta segunda-feira (23), Trump anunciou uma trégua de cinco dias nos ataques a infraestruturas energéticas iranianas, afirmando que os EUA estão conversando com uma “pessoa importante” do regime de Teerã e que as negociações têm sido produtivas. “Eles querem muito um acordo. Nós também gostaríamos de um”, declarou. O Irã, porém, contestou publicamente. Pela imprensa local, o regime afirmou que as falas de Trump são uma estratégia para reduzir os preços de energia e ganhar tempo, negando qualquer diálogo em andamento.

Estreito de Ormuz no centro da crise

O epicentro do conflito é o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo e 25% do gás natural global. Trump afirmou que, com um acordo, a passagem poderá ser reaberta “imediatamente”. Já o Irã advertiu que o estreito pode ser fechado “completamente” se os EUA atacarem suas usinas. O porta-voz do quartel-general das Forças Armadas iranianas foi direto: “Se as ameaças dos EUA forem levadas a cabo, medidas punitivas serão implementadas imediatamente: o Estreito será fechado, instalações energéticas e empresas com participação americana serão atacadas”. A escalada das ameaças mantém a volatilidade nos mercados e agrava a crise energética global.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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