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Ataques no Oriente Médio se intensificam e provocam efeitos globais com novos bombardeios e crise energética

A guerra no Oriente Médio segue em escalada neste fim de semana, com novos ataques, ameaças e reações diplomáticas.
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Ataque Irã
Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images

A guerra no Oriente Médio atingiu novos patamares de intensidade neste fim de semana, com a expansão dos ataques para novas frentes, reações diplomáticas em cadeia e impactos econômicos globais. O conflito, que já dura mais de três semanas, não mostra sinais de arrefecimento.

Novos ataques e reações

Israel confirmou bombardeios contra alvos em Teerã e Beirute, visando o Hezbollah. No sul do Líbano, um ataque deixou um morto e dois feridos. Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra a base militar Diego Garcia, no Oceano Índico, uma instalação conjunta dos EUA e do Reino Unido, sem atingir o alvo. A Arábia Saudita e o Kuwait relataram ter interceptado dezenas de drones e mísseis. Países como Arábia Saudita, Egito, Catar, Jordânia e Kuwait condenaram os ataques de Israel contra posições militares no sul da Síria, classificando-os como violação do direito internacional. Teerã também advertiu os Emirados Árabes Unidos sobre possíveis ataques caso seu território seja usado contra áreas disputadas no Golfo.

Impactos econômicos globais

A crise no Oriente Médio já provoca efeitos econômicos em cadeia. Para conter a disparada dos preços do petróleo, os EUA autorizaram a venda de petróleo iraniano armazenado em navios. Bangladesh, que importa 95% de sua energia, solicitou mais de US$ 2 bilhões em empréstimos emergenciais ao FMI e ao Banco Asiático de Desenvolvimento para enfrentar o aumento dos custos. Enquanto isso, milhares de iranianos participaram das celebrações do Eid al-Fitr em Teerã, mesmo sob risco de bombardeios. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou estudar uma redução gradual das operações militares, mas descartou um cessar-fogo no momento.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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