Uma boa notícia para milhões de brasileiros que dependem de medicamentos à base de semaglutida. A partir desta sexta-feira (20), expira a patente do princípio ativo utilizado no Ozempic e no Wegovy, abrindo caminho para a produção de versões similares por outras farmacêuticas. A expectativa é que a concorrência reduza os preços, embora o impacto não seja sentido de imediato.
O que muda com o fim da patente
A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk detinha a exclusividade da molécula há 20 anos. Com o encerramento desse direito, outras empresas nacionais e estrangeiras poderão fabricar e comercializar medicamentos com o mesmo princípio ativo. A empresa afirmou, em nota, que está preparada para o novo contexto. Atualmente, o Brasil possui apenas cinco remédios registrados com a substância, todos do mesmo laboratório. Quatro farmacêuticas, incluindo EMS, Hypera Pharma e Cimed, já aguardam autorização da Anvisa para lançar suas versões.
Quando os novos remédios chegam e qual o impacto no preço
A chegada dos novos produtos não é imediata, pois todos precisam passar pela análise de segurança e eficácia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A autarquia tem dois pedidos de registro em análise e 15 na fila. A expectativa de especialistas é que as autorizações saiam ainda no primeiro semestre de 2026. Quanto ao preço, a tendência é de queda. Enquanto os genéricos oferecem desconto mínimo de 35%, os medicamentos similares (que usam o princípio ativo sob marca própria) devem ter descontos obrigatórios em torno de 20%. A eficácia terapêutica, segundo especialistas, será equivalente à do original.
O que muda para o paciente
A queda da patente não altera a necessidade de prescrição e acompanhamento médico. A receita continua obrigatória, e a decisão sobre a troca do medicamento por uma versão similar deve ser tomada em conjunto com o profissional de saúde, garantindo a segurança e a eficácia do tratamento para diabetes tipo 2 ou obesidade.
Fonte: UOL
Redigido por Acre Atual







