Em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, o Irã deu um passo brutal na repressão interna. O regime dos aiatolás anunciou, nesta quinta-feira (19), as primeiras execuções de condenados por participação nos protestos de massa que tomaram o país em janeiro. Três homens foram enforcados na cidade sagrada de Qom, acusados de matar agentes de segurança e de colaborar com Israel e os Estados Unidos.
Detalhes das execuções
A agência Mizan, ligada ao Poder Judiciário iraniano, identificou os executados como Mehdi Ghasemi, Saleh Mohammadi e Saeid Davudi. Eles foram sentenciados à morte sob a acusação de moharebeh (“inimizade contra Deus”), um conceito legal amplo usado para punir delitos contra a segurança pública e a espionagem. Segundo a Justiça iraniana, as sentenças foram confirmadas pelo Supremo Tribunal e as execuções ocorreram após a conclusão dos procedimentos legais, com a presença de advogados de defesa.
Contexto de repressão e guerra
Os protestos de janeiro, que pediam o fim da República Islâmica, foram sufocados com uma violência que, segundo a HRANA, pode ter matado mais de 7 mil pessoas. Cerca de 53 mil manifestantes foram detidos. As execuções desta quinta são as primeiras anunciadas publicamente desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, que já matou altas lideranças iranianas. Paralelamente, o Irã também executou um cidadão sueco acusado de espionagem para Israel, confirmou a ministra do Exterior da Suécia. A onda de repressão interna e externa sinaliza o endurecimento do regime em um momento de fragilidade e isolamento.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







