O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, utilizou uma audiência na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, nesta quarta-feira (18), para fazer uma contundente crítica à inação da comunidade internacional diante da escalada da guerra no Oriente Médio. Vieira afirmou que a Organização das Nações Unidas (ONU) e seu principal órgão decisório estão paralisados e têm desempenhado um papel secundário no conflito.
Críticas à paralisia
O ministro das Relações Exteriores foi enfático ao comentar a atuação da ONU. “A paralisia da ONU e do seu Conselho de Segurança torna-se ainda mais evidente no atual contexto de conflito no Irã. As Nações Unidas têm desempenhado um papel secundário nas tratativas relativas à crise”, declarou Vieira. Segundo ele, apesar da realização de algumas reuniões de emergência no Conselho de Segurança, até o momento não há sinalizações de que “medidas concretas estejam sendo desenvolvidas” pela organização.
Contexto do conflito
A fala do chanceler ocorre no 19º dia da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, um conflito que já vitimou altas lideranças iranianas, como o ex-líder supremo Ali Khamenei e o secretário do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani, e que se espalha por outros países da região, como Líbano, Síria e Iêmen. Até o momento, não existem perspectivas concretas de negociações de paz entre as partes envolvidas, o que reforça a crítica de Vieira sobre a necessidade de uma ação multilateral mais efetiva para buscar uma solução diplomática e evitar uma catástrofe humanitária ainda maior.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







