Um relato de constrangimento e humilhação vivido dentro de uma unidade de saúde pública acende um alerta sobre o preconceito e a falta de preparo no atendimento a pessoas que vivem com HIV. Um jovem de Sena Madureira, que optou por não se identificar, procurou a reportagem do ContilNet para denunciar o tratamento que recebeu em dezembro de 2025, quando buscou atendimento odontológico.
O relato
Segundo o jovem, ao entrar no consultório, a profissional de saúde viu em seu prontuário que ele vive com HIV, mas não tinha acesso ao exame de carga viral, que comprova que ele está indetectável desde fevereiro de 2023. Ele acredita que essa falta de informação contribuiu para a situação. A profissional passou a questioná-lo insistentemente se o tratamento estava em dia. Mesmo após ele afirmar que sim, e que estava indetectável, ela pediu que ele olhasse em seus olhos e repetisse a informação. “Ela olhou para mim e disse ‘sendo assim, vou lhe atender’. Eu fiquei constrangido, me senti humilhado pela forma como ela falou comigo. Não saí de dentro da sala porque estava com muita dor de dente”, desabafou.
Pedido de empatia
O jovem sugere que a gestão municipal facilite o acesso dos profissionais de saúde aos exames de carga viral para evitar situações semelhantes. “Eu me senti constrangido e humilhado, porque querendo ou não, já é humilhante para gente ter um diagnóstico desse, e é mais humilhante ainda a gente ser destratado dentro de uma unidade de saúde, onde era pra gente ser acolhido. Meu psicológico não ficou bem. Eu só gostaria de pedir que as pessoas tivessem mais empatia e soubessem abordar esses temas, e saber nos atender, pessoas que vivem com HIV, porque não é fácil pra gente, que já tem um diagnóstico desse, ainda passar por determinadas situações humilhantes”, finaliza.
Fonte: ContilNet Notícias
Redigido por Acre Atual







