Em uma ação pioneira no país, o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) uniu forças com a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Iniciativa Inter-Religiosa pelas Florestas Tropicais no Brasil (IRI Brasil) para levar prefeitos e gestores acreanos aos mais importantes centros de monitoramento climático e espacial do Brasil. A visita técnica, realizada nos dias 10 e 11 de março no CEMADEN e no INPE, em São José dos Campos (SP), teve como objetivo capacitar os gestores para enfrentar os cada vez mais frequentes eventos climáticos extremos.
Ciência a serviço da gestão pública
A agenda, que integra um termo de cooperação firmado em 2024 entre o TCE-AC e o IRI Brasil (vinculado ao PNUMA), reuniu cerca de 18 cientistas e pesquisadores de renome nacional. Durante dois dias, os participantes tiveram acesso a apresentações, oficinas e visitas guiadas. No CEMADEN, conheceram as redes de monitoramento meteorológico e hidrológico, os sistemas de alerta e as estratégias para construção de cidades resilientes. Já no INPE, os gestores puderam ver de perto iniciativas como o Programa Queimadas e a plataforma Adapta Brasil, que usam dados de satélite para orientar políticas de prevenção e adaptação climática.
Resposta a um contexto crítico
A iniciativa do TCE-AC ocorre em um momento crucial para o Acre. Dados do Atlas Digital de Desastres no Brasil mostram que, entre 2015 e 2024, o estado registrou 167 ocorrências de desastres naturais, incluindo 56 episódios de seca, 53 inundações e 44 incêndios florestais, afetando todos os seus municípios. A presidente do TCE-AC, conselheira Dulce Benício, destacou a importância da aproximação com a ciência. “É uma iniciativa ímpar que o Tribunal de Contas realiza em associação com os municípios acreanos. Essa troca de conhecimento fortalece a capacidade dos gestores municipais de responder aos eventos climáticos adversos e oferece ferramentas concretas para o planejamento e a prevenção de desastres”, afirmou. Os prefeitos participantes, como Tião Bocalom (Rio Branco), Jerry Correia (Assis Brasil) e Olavo Rezende (Acrelândia), avaliaram a experiência como fundamental para a qualificação da gestão pública e para a construção de políticas mais eficazes no enfrentamento às mudanças climáticas.
Fonte: ContilNet Notícias
Redigido por Acre Atual







