O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou, em resposta ao Metrópoles, a missão do assessor especial de Donald Trump que visitará o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro na prisão. Darren Beattie, conselheiro sênior para políticas relacionadas ao Brasil, viajará ao país nos próximos dias com o objetivo de promover a agenda de política externa “América Primeiro”. A visita, que deve incluir um encontro com Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Contexto da visita
A vinda de Beattie ao Brasil ocorre em um momento de tensões diplomáticas pregressas. O assessor de Trump é um conhecido crítico do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro Alexandre de Moraes, a quem acusou, em julho de 2025, de liderar um “complexo de perseguição e censura” contra Bolsonaro. As declarações ocorreram em meio à pressão americana contra o julgamento do ex-presidente, que acabou condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Na ocasião, Trump chegou a impor tarifas a produtos brasileiros e sanções a Moraes e sua esposa, medidas que foram posteriormente revertidas após negociações diplomáticas.
Encontro na Papudinha e incertezas
Apesar da autorização de Moraes para a visita no dia 18 de março, a agenda de Beattie pode não coincidir com essa data. A defesa de Bolsonaro já pediu que o ministro reconsidere e autorize o encontro nos dias 16 ou 17, datas originalmente solicitadas. O Departamento de Estado dos EUA, ao ser questionado se temas como as sanções a Moraes estariam na pauta, afirmou não ter mais comentários a fazer no momento. A visita, se concretizada, será um gesto de alto simbolismo político, representando o apoio explícito de um representante do governo Trump ao ex-presidente brasileiro em seu momento de reclusão.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







