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Vorcaro prometeu R$ 250 milhões para prender ex-marido da namorada, apontam mensagens da PF

Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) na investigação que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro revelam conversas com sua então namorada, Martha Graeff. Nelas, Vorcaro afirma que gastaria US$ 50 milhões (cerca de R$ 250 milhões) para prender o ex-marido dela, o ex-jogador da NBA Rony Seikali. Os diálogos tratam de conflitos familiares e planos para usar recursos financeiros para influenciar processos judiciais.
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Vorcaro
Reprodução

Novos fragmentos das mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) na investigação contra o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam planos ambiciosos e controversos do empresário em sua vida pessoal. De acordo com documentos da investigação, Vorcaro afirmou, em conversas com sua então namorada, Martha Graeff, que gastaria US$ 50 milhões (o equivalente a cerca de R$ 250 milhões) para conseguir a prisão do ex-marido dela, o ex-jogador da NBA Rony Seikali.

Conflitos e planos

Os diálogos, que integram o material analisado pelos investigadores na 3ª fase da Operação Compliance Zero, mostram que Graeff mantinha conflitos com o ex-companheiro relacionados à filha do casal. Em janeiro de 2025, ela demonstra irritação em uma conversa. “Eu tenho horror de escutar a voz dele. Ele ligou pra Aya e ela não queria falar”, escreveu, sugerindo a Vorcaro: “Amor, temos que preparar um dossiê”. O banqueiro respondeu que já havia tomado providências e que pretendia se dedicar ao assunto após concluir negócios do banco. “Eu dei start em tudo de novo. Vou só esperar concluir negócios do banco e vou me dedicar nisso”, avisou.

A promessa de valor milionário

Na sequência, Vorcaro fez a promessa que chocou os investigadores. “Ele não dura um round comigo. Eu gasto 50mm de dólares só pra prender ele. Com dossiê, advogado”, afirmou na troca de mensagens. Graeff, por sua vez, concordou com a linha de ação e sugeriu aumentar a pressão: “Tem que dar um susto nele”. Em outro trecho, os dois discutem a possibilidade de denunciar publicamente atos de Seikali para influenciar em processos judiciais. “A gente vai expor ele e eu vou pegar a guarda da Aya”, escreveu Graeff. O material reforça o perfil do banqueiro, que já havia sido apontado pela PF como líder de uma milícia privada que usava sua influência e recursos financeiros para diversos fins, e agora embasa ainda mais as suspeitas de que ele utilizava seu poder econômico de forma abusiva, inclusive em disputas pessoais.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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