O conflito no Oriente Médio atingiu um novo e brutal patamar. O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (10) que a data marca o dia de “ataques mais intensos” contra o Irã desde o início da guerra. Em declaração, Hegseth detalhou a ofensiva e fez uma análise contundente da situação do país persa no conflito.
Ofensiva sem precedentes
Segundo Hegseth, a operação deste dia envolve o maior número de caças, bombardeiros e ataques desde o começo do conflito, contando ainda com “inteligência mais refinada e melhor do que nunca”. Para o secretário, isso representa “um ponto positivo” na campanha militar liderada pelos EUA e Israel. Ele destacou ainda o que classificou como o isolamento do Irã no cenário regional. “O Irã está sozinho e perdendo feio, uma vez que o país foi abandonado por vizinhos da nação iraniana e antigos aliados no Golfo. E seus representantes, o Hezbollah, os Houthis e o Hamas estão desarticulados, ineficazes ou à margem”, afirmou, referindo-se aos grupos militantes no Líbano, Iêmen e Gaza que tradicionalmente são apoiados por Teerã.
Comparações com o passado
Hegseth também fez questão de diferenciar a guerra atual de conflitos anteriores dos EUA na região, especialmente a invasão do Iraque em 2003. “Nossa geração de soldados não permitirá que isso aconteça novamente, nem este presidente, que se candidatou claramente contra esse tipo de missão interminável e de escopo indefinido. Esses tempos acabaram”, declarou. A fala busca sinalizar que, apesar da intensidade dos bombardeios, a estratégia americana não prevê uma ocupação prolongada.
Contexto do conflito
A guerra teve início em 28 de fevereiro, com ataques coordenados de EUA e Israel que resultaram na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Autoridades iranianas estimam que mais de 1,2 mil pessoas já morreram no país. Em retaliação, o Irã atacou nações aliadas aos EUA na região, expandindo o conflito para mais de dez países, incluindo Líbano, Bahrein, Iraque, Emirados Árabes, Catar e Arábia Saudita. A declaração de Hegseth nesta terça-feira indica que a coalizão liderada pelos EUA pretende manter a pressão máxima sobre o Irã, aprofundando ainda mais a crise humanitária e a instabilidade no Oriente Médio.
Fonte: Metrópoles
Redigido por Acre Atual







