DMC Solutions

Bittar declara apoio à Mailza e diz que Bocalom segue sendo seu amigo: “Não é adversário”

O senador Márcio Bittar (PL) quebrou o silêncio durante o evento que oficializou a aliança entre PP e PL em apoio à pré-candidatura de Mailza Assis (PP) ao governo. Ele explicou que a prioridade do partido em 2026 é a reeleição de Gladson Cameli ao Senado, o que inviabilizou o apoio a Tião Bocalom, mas ressaltou que o prefeito segue sendo seu amigo e não um adversário. Bittar não descartou uma união dos grupos em um eventual segundo turno.
Compartilhar
Marcio-Bittar
Bittar declara apoio à Mailza/Foto: Juan Diaz/ContilNet

Após dias de silêncio, o senador Márcio Bittar (PL) usou o palco do evento que oficializou a aliança entre Progressistas e PL, nesta segunda-feira (9), para esclarecer os motivos que levaram seu partido a não apoiar a pré-candidatura do prefeito Tião Bocalom ao governo do Acre e declarar formalmente seu apoio à vice-governadora Mailza Assis (PP). Em sua fala, o senador fez questão de ressaltar que a relação com Bocalom permanece inabalada.

Prioridades do PL

Bittar iniciou sua explicação relembrando o apoio dado pelo PL a Bocalom nas eleições municipais de 2024. “Eu disse durante um ano e meio, dois: a prioridade do PL em 2024 foi a reeleição do prefeito Bocalom. Vamos lembrar que, durante um grande período, ninguém acreditava na hipótese de Gladson estar junto com o Bocalom na reeleição dele. Esteve”, afirmou. Em seguida, detalhou as prioridades nacionais da legenda para 2026, que passam por eleger o presidente da República e o presidente do Senado. “E, para eleger o presidente do Senado, o PL tem que fazer a maior bancada”, justificou Bittar, referindo-se à necessidade de fortalecer a candidatura do governador Gladson Cameli, que compõe a chapa majoritária com ele para o Senado.

Relação com Bocalom e possibilidade de união

Mesmo com a decisão política, Bittar foi enfático ao classificar sua relação com o prefeito da capital. “O prefeito Bocalom é meu amigo; nós… a maior parte da nossa vida estivemos no mesmo lado. Ele tomou uma decisão de ser candidato; é um direito dele. Agora, ele nunca será meu adversário, muito menos meu inimigo, até porque ele também apoiará o mesmo candidato que eu, que é o Flávio Bolsonaro. Agora, eu tenho uma candidata e vou defender a minha candidata durante toda a campanha. Então, isso é normal”, declarou. O senador foi além e, lembrando que a eleição para o governo pode não ser decidida no primeiro turno, sugeriu uma possível união futura. “Até porque a eleição para governo, às vezes, não se resolve no primeiro turno; a de Senado, sim. Estivemos em Brasília juntos, eu e o prefeito Bocalom, e é isso, vamos continuar sendo amigos”, concluiu, deixando em aberto um eventual alinhamento no segundo turno. O evento na sede do Progressistas consolidou a chapa com Mailza ao governo e Gladson e Bittar ao Senado, com apoio de uma dezena de partidos.

Fonte: ContilNet Notícias

Redigido por Acre Atual

Rolar para cima