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Preço do barril de petróleo encosta em US$ 120 com escalada no Irã

O preço do barril de petróleo tipo Brent disparou nesta segunda-feira (9) e chegou a ser cotado a US$ 119,50, impulsionado pelos temores de uma guerra prolongada no Oriente Médio.
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Petróleo
Foto: Internet

A escalada do conflito no Oriente Médio levou o preço do petróleo a um novo e alarmante patamar nesta segunda-feira (9). O barril do tipo Brent, principal referência internacional, disparou durante a madrugada e chegou a encostar nos US$ 120, atingindo a cotação de US$ 119,50. O valor reflete o temor do mercado de que a guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, que entra hoje no nono dia, se prolongue e tenha consequências ainda mais graves para o fornecimento global da commodity.

Estreito de Ormuz e novos ataques

A principal causa para a disparada é o bloqueio do Estreito de Ormuz, anunciado pela Guarda Revolucionária do Irã (IRGC). A passagem, por onde escoa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo, foi fechada para navios dos Estados Unidos, Israel, Europa e aliados ocidentais, como resposta à morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. A tensão se agravou ainda mais com um novo ataque iraniano, nesta segunda-feira, contra a refinaria de Al Ma’ameer, a principal instalação petrolífera do Bahrein. O bombardeio causou um grande incêndio e extensos danos materiais, embora sem vítimas fatais.

Oscilações e perspectivas

Após o pico na madrugada, o preço do Brent recuou ligeiramente e, por volta das 8h30 (horário de Brasília), era negociado a US$ 104,33. O West Texas Intermediate (WTI), referência americana, seguiu trajetória semelhante, atingindo US$ 119,43 no início da madrugada e recuando para US$ 104,96 pela manhã. Apesar da queda momentânea, a instabilidade na região e a ameaça de novos ataques a infraestruturas energéticas no Golfo Pérsico mantêm o mercado em alerta máximo. Especialistas apontam que, enquanto o conflito persistir e o Estreito de Ormuz permanecer fechado, a tendência é de alta volatilidade e de preços elevados, com impactos diretos na economia global e no bolso dos consumidores.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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