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Guerra faz preço do diesel subir até 80 centavos em distribuidoras

O conflito bélico envolvendo Irã, EUA e Israel já impacta o bolso do brasileiro. Um levantamento do Metrópoles mostra que distribuidoras de combustíveis em estados como Bahia e Rio Grande do Norte elevaram o preço do diesel em até R$ 0,80 por litro. A gasolina também subiu, e a tendência é de novos reajustes caso a tensão no Oriente Médio persista.
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Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O reflexo da guerra no Oriente Médio chegou ao bolso do consumidor brasileiro. Um levantamento realizado pelo Metrópoles junto a entidades representativas de postos de combustíveis em todo o país aponta que distribuidoras já estão repassando a alta do petróleo para os valores praticados no mercado interno. Em alguns estados, o litro do diesel foi entregue aos postos custando até R$ 0,80 a mais. A gasolina também registrou aumentos.

Reajustes pelo país

A reportagem conseguiu informações de oito unidades da federação, e a maioria reportou aumentos. Na Bahia, o Sindicombustíveis informou que uma distribuidora reajustou a gasolina em R$ 0,30 e o diesel em R$ 0,80 por litro entre quarta (4) e quinta-feira (5). No Rio Grande do Norte, a elevação também foi expressiva. O Sindipostos RN detalhou que o diesel S500 saltou de R$ 3,3225 para R$ 4,0725, um aumento de R$ 0,75 no produto puro, o que representa um impacto de cerca de R$ 0,63 no diesel misturado vendido nas bombas. A gasolina A, por sua vez, subiu R$ 0,30 no período. Aumentos também foram relatados nos estados de Goiás, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Sul.

A posição da Petrobras

Em meio aos reajustes praticados pelas distribuidoras, a Petrobras informou que não realizou nenhum aumento no preço dos combustíveis vendidos em suas refinarias. A última alteração foi uma redução de 5,2% no preço da gasolina, em 26 de janeiro. A estatal esclareceu que não atua na distribuição, mas sim na produção e venda para as distribuidoras, que são livres para formar seus preços. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, tem adotado um tom de cautela, afirmando que a companhia monitora diariamente a volatilidade do mercado internacional e busca evitar repasses abruptos. No entanto, especialistas apontam que, com a disparada do petróleo no exterior e a alta do dólar, é difícil que a empresa não faça algum tipo de repasse nas próximas semanas para evitar sua descapitalização.

Impacto do conflito

A raiz dos aumentos está no conflito deflagrado em 28 de fevereiro, que tem como principais protagonistas Irã, Estados Unidos e Israel. O preço do barril de petróleo tipo Brent, referência internacional, disparou, superando os US$ 93 na última sexta-feira. O principal fator é a instabilidade na região do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% a 25% de todo o petróleo consumido no mundo. A interrupção ou o risco de interrupção no fluxo pela rota pressionam as cotações globais, que, por sua vez, impactam diretamente o mercado brasileiro, mesmo que o país não importe petróleo daquela rota específica.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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