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Prefeitura lança nova licitação do transporte coletivo com contrato de até 20 anos

A Prefeitura de Rio Branco anunciou, nesta segunda-feira (9), a reedição do edital de licitação do transporte coletivo. O novo contrato terá vigência inicial de 10 anos, podendo ser prorrogado por mais 10, e prevê investimentos superiores a R$ 1 bilhão. A tarifa para os usuários será mantida em R$ 3,50, e as empresas passarão a ser remuneradas por quilômetro rodado, e não por passageiro transportado.
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Bocalom
O valor inicial estabelecido no edital é de R$ 10,94 por quilômetro rodado | Foto: ContilNet

A Prefeitura de Rio Branco deu um passo decisivo para a reestruturação do transporte público na capital. Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (9), o prefeito Tião Bocalom anunciou a reedição do edital de licitação do sistema de transporte coletivo. A principal novidade é a oferta de um contrato de longo prazo, com vigência inicial de 10 anos, prorrogável por mais 10, visando dar segurança jurídica para atrair investimentos que podem ultrapassar R$ 1 bilhão.

Segurança jurídica e novo modelo de pagamento

De acordo com Bocalom, a atualização do edital, que agora se adequa à nova legislação nacional de licitações, é fundamental para superar o modelo de contratos emergenciais de curto prazo. “Nós precisamos dar segurança jurídica. Nenhuma empresa vai fazer investimentos se não tiver segurança jurídica. Hoje o grande problema é esse, a empresa trabalha com contratos alternados de seis em seis meses, e isso é complicado”, afirmou. Uma das principais mudanças é a forma de remuneração das empresas concessionárias. Em vez de receberem por passageiro transportado, o pagamento passará a ser baseado no quilômetro rodado, um modelo já adotado em várias cidades do país. O valor inicial estabelecido no edital é de R$ 10,94 por quilômetro, calculado com base na tabela Geipot, referência nacional para custos do setor.

Tarifa mantida e subsídio municipal

Apesar do novo modelo de custeio, a Prefeitura decidiu manter o valor da passagem para o usuário em R$ 3,50, considerado um dos mais baixos do país. Estudantes continuarão pagando R$ 1. O prefeito justificou a decisão com um viés social. “Nós entendemos que o transporte público é fundamental exatamente para os mais pobres, que são os que realmente precisam usar o transporte coletivo”, disse. Atualmente, o município já subsidia uma parte significativa do sistema, já que o custo médio por passageiro transportado chega a R$ 7,13, além de custear todas as gratuidades previstas em lei, como para idosos, pessoas com deficiência e estudantes. A expectativa é que o novo contrato de longo prazo atraia empresas dispostas a investir em frota e qualidade, modernizando o transporte coletivo da capital.

Fonte: ContilNet Notícias

Redigido por Acre Atual

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