Acre Atual

Prefeitura cobra repasses de Estado e União para ajudar a custear transporte coletivo em Rio Branco

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, cobrou, durante coletiva sobre a nova licitação do transporte coletivo, que os governos estadual e federal passem a contribuir financeiramente com o sistema. O município alega arcar sozinho com os custos das gratuidades de estudantes da rede estadual (R$ 800 mil/mês), idosos e pessoas com deficiência. A reivindicação integra um debate nacional liderado pela Frente Nacional de Prefeitos.
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De acordo com ele, caso cada ente federativo contribuísse com os custos relacionados aos seus beneficiários | Foto: ContilNet

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, utilizou a coletiva de imprensa que anunciou a nova licitação do transporte coletivo, nesta segunda-feira (9), para fazer um apelo e uma cobrança direta aos governos estadual e federal. Segundo o gestor, a Prefeitura arca sozinha com os custos das gratuidades e descontos no sistema, um peso financeiro que, em sua avaliação, deveria ser compartilhado pelos outros entes federativos.

O peso dos estudantes da rede estadual

Bocalom foi enfático ao detalhar a principal despesa que recai sobre os cofres municipais. “O maior usuário do transporte público de Rio Branco são os alunos das escolas estaduais, que hoje ultrapassam R$ 800 mil por mês, e nunca recebemos um centavo do governo do estado”, afirmou. O prefeito argumenta que, por se tratar de alunos da rede estadual, o governo do Acre deveria repassar recursos para ajudar a custear esse benefício, que é essencial para o acesso à educação.

Gratuidades federais e a busca por um novo modelo

A Prefeitura também ressaltou que arca com gratuidades garantidas por legislação federal, como o transporte gratuito para idosos e pessoas com deficiência. “Esse projeto de andar de graça, idoso e deficiente, é do governo federal. Então quem deveria bancar também é o governo federal”, declarou o prefeito. A fala reflete um movimento nacional capitaneado pela Frente Nacional de Prefeitos, que discute com o governo federal um novo modelo de financiamento para o transporte público nas capitais. Segundo Bocalom, se cada ente federativo contribuísse com os custos relacionados aos seus respectivos beneficiários, o subsídio municipal poderia ser drasticamente reduzido. “Se cada ente fizer a sua parte, no futuro poderíamos até falar em tarifa zero no transporte coletivo”, projetou o prefeito, indicando que uma divisão mais justa dos custos poderia abrir caminho para soluções ainda mais avançadas para a mobilidade urbana na capital.

Fonte: ContilNet Notícias

Redigido por Acre Atual

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