Os dados divulgados recentemente pelo Ministério Público do Acre (MPAC) sobre os roubos no estado revelam não apenas um aumento no número de casos, mas também um perfil claro de quando e como esses crimes acontecem. O levantamento do Núcleo de Atendimento Técnico (NAT) com as 400 ocorrências de roubos consumados e tentados em janeiro e fevereiro de 2026 aponta que as noites e os sábados são os períodos de maior risco para a população.
Dias e horários críticos
De acordo com a análise, o sábado é o dia da semana que concentra o maior número de registros, com 72 ocorrências nos dois primeiros meses do ano. Em seguida, aparecem as terças-feiras (64 casos), quintas e sextas (62 cada), quartas (56), segundas (48) e, por fim, os domingos, com 36 ocorrências, o dia de menor incidência. Quando o recorte é por horário, o período noturno é disparado o mais perigoso, com 179 roubos. A tarde vem em segundo lugar, com 90 casos, seguida pela manhã (67) e pela madrugada (64). Os números indicam que a população precisa redobrar a atenção, especialmente ao circular durante a noite e nos fins de semana.
Onde e o que roubam
A capital, Rio Branco, concentra a grande maioria dos casos: 296 ocorrências, ou 74% de todos os roubos do estado. Cruzeiro do Sul aparece em segundo lugar, com 41 registros, seguida por Tarauacá, com 13. Os celulares continuam sendo o principal alvo dos criminosos, com 106 registros, seguidos por motocicletas (38), dinheiro (23), bolsas (20) e automóveis (11). Os dados também mostram que os criminosos utilizam motocicletas como instrumento para a prática dos crimes em 95 ocorrências, o que reforça a agilidade e a dificuldade de abordagem nesses casos. Bicicletas foram usadas em 16 ocorrências. Em relação ao tipo de arma, a arma branca foi utilizada em 40 casos, enquanto a arma de fogo apareceu em apenas um registro, o que pode indicar uma prevalência de ameaças com outros objetos ou intimidação física.
Fonte: ContilNet Notícias
Redigido por Acre Atual







