A situação da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Acre continua a acender um alerta na área da saúde. De acordo com a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta sexta-feira (6) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o estado permanece entre as unidades da federação com nível de risco ou alto risco para a doença. A análise se refere à Semana Epidemiológica 8, que compreende o período de 22 a 28 de fevereiro.
Cenário nacional e regional
O boletim da Fiocruz aponta um aumento no número de casos de SRAG em todo o país. Além do Acre, outros nove estados também apresentam sinal de alerta: Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Maranhão e Sergipe. A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, explica que o aumento de casos em crianças e adolescentes tem uma forte correlação com o retorno às aulas. “Portanto, recomendamos que, caso a criança ou adolescente apresente algum sintoma de gripe ou resfriado, que os pais evitem levá-la à escola, para evitar a transmissão do vírus para outras crianças. Se não for possível deixar a criança ou adolescente em casa, o ideal é que ela use uma boa máscara, especialmente dentro da sala de aula”, orienta.
Foco no Vírus Sincicial Respiratório
No Acre e em outros estados da região, o boletim destaca o início ou a manutenção do aumento dos casos de SRAG em crianças de até 2 anos. Essa tendência está diretamente associada à circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos principais causadores de infecções respiratórias graves em bebês e crianças pequenas. O alerta para esse público é ainda maior, pois a doença pode evoluir rapidamente, exigindo cuidados redobrados dos pais e responsáveis, além de atenção da rede de saúde para diagnóstico e tratamento precoces.
Capitais em alerta
Entre as capitais brasileiras, Rio Branco figura na lista das 12 que apresentam nível de atividade da SRAG em alerta, risco ou alto risco. A relação completa inclui Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Manaus (AM), Porto Velho (RO) e São Luís (MA). O dado reforça a necessidade de a população manter as medidas de prevenção, como a vacinação contra a influenza e outros vírus respiratórios, e de buscar atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas.
Fonte: ContilNet Notícias
Redigido por Acre Atual







