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Bocalom afirma que indicados de Bittar não devem perder cargos na prefeitura após sua saída do PL: “Não é justo”

Prefeito Tião Bocalom garante a manutenção dos servidores indicados pelo senador Márcio Bittar na Prefeitura de Rio Branco, incluindo sua nora, mesmo após desgaste político pela sua saída do PL. Decisão é baseada em gratidão e justiça.
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O prefeito ressaltou que considera injusto promover exonerações em razão do episódio envolvendo o partido | Foto: ContilNet

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, assegurou que não haverá qualquer tipo de retaliação política contra os servidores indicados pelo senador Márcio Bittar na administração municipal, apesar do desgaste gerado pela sua recente saída do Partido Liberal (PL). A declaração foi feita durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (3), na qual Bocalom afirmou categoricamente que os nomes ligados ao senador, incluindo o de sua nora, a secretária municipal de Meio Ambiente, Flaviane Agustine Stedile, serão mantidos em seus postos.

Manutenção dos quadros por gratidão e justiça

Questionado diretamente sobre a possibilidade de mudanças na equipe após o episódio em que Bittar participou da articulação que resultou na liberação de Bocalom do PL, o prefeito foi enfático ao descartar qualquer medida neste sentido. “Com certeza, serão mantidos. Não tem motivo para poder dispensar os colaboradores que nós temos, que são amigos do Márcio, que a gente colocou ali”, declarou. Bocalom justificou sua posição com base no histórico de parceria e no reconhecimento pelo trabalho desempenhado. “O Márcio, eu acho que diante do trabalho, diante das ajudas que ele deu para a nossa prefeitura, eu acho que não é justo fazer isso”, afirmou, ressaltando que a gratidão pelas emendas e pelo apoio recebido ao longo da gestão fala mais alto que o momento de divergência partidária.

Um gesto de coerência política

A decisão de Bocalom de manter os indicados de Bittar, especialmente em um cargo de primeiro escalão como a Secretaria de Meio Ambiente, é interpretada por analistas políticos como um gesto de coerência e de busca pela estabilidade administrativa. Apesar de ter admitido publicamente estar chateado com o senador após os acontecimentos que o levaram a deixar o PL, o prefeito tem demonstrado, em todas as suas aparições, um esforço para separar as relações pessoais e institucionais das disputas partidárias. A permanência de Flaviane Stedile e de outros servidores ligados a Bittar sinaliza que a máquina pública não será utilizada como instrumento de barganha ou de desagravo, priorizando a continuidade dos trabalhos.

Relação política mantida para 2026

A garantia da manutenção dos cargos também está alinhada com a posição política que Bocalom tem reiterado desde que anunciou sua saída do PL. O prefeito já declarou publicamente que, mesmo fora da legenda, continuará apoiando as candidaturas de Márcio Bittar ao Senado e do governador Gladson Cameli à reeleição. Ao manter os aliados de Bittar na administração, Bocalom materializa esse apoio e evita um rompimento definitivo, mantando pontes para o futuro. A atitude contrasta com a prática política comum em que mudanças de partido ou desgastes resultam em exonerações imediatas de indicados da ala adversária.

O episódio e seus desdobramentos

A saída de Bocalom do PL foi oficializada após uma ligação do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, informando que o partido não teria candidatura própria ao governo do Acre e apoiaria o nome da vice-governadora Mailza Assis (PP). A decisão envolveu diretamente o senador Márcio Bittar, que preside o diretório estadual do PL, e o senador Rogério Marinho. Apesar do episódio, Bocalom tem buscado reduzir os danos políticos, garantindo agora que sua gestão não será afetada por questões partidárias e que o foco permanece no trabalho à frente da prefeitura. O vídeo com suas declarações circula nas redes sociais e tem gerado reações diversas entre apoiadores e adversários.

Fonte: ContilNet Notícias

Redigido por Acre Atual

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