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Trump diz que ataque foi a “última e melhor chance” contra programa nuclear do Irã e prevê vitória fácil

Presidente dos EUA afirmou que ofensiva visa destruir capacidade militar iraniana e que Teerã poderia em breve atingir território americano. Conflito entrou no terceiro dia com mais de 550 mortos e envolve novos ataques do Hezbollah contra Israel.
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Fonte: Alex Wong/Getty Images

Em pronunciamento no Salão Leste da Casa Branca nesta segunda-feira (2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou a ofensiva militar contra o Irã como uma ação necessária e definitiva. Trump classificou o ataque, que já dura três dias, como a “última e melhor chance” de conter as ambições nucleares de Teerã. A declaração reforça o compromisso americano em desmantelar a capacidade militar do Irã, que responde com retaliações.

A Justificativa para a Ofensiva

Sem apresentar provas concretas, Trump afirmou que o regime iraniano estaria prestes a adquirir capacidade de atingir o território norte-americano com mísseis, tornando a ameaça “intolerável”. “Esta era a nossa última e melhor chance de atacar e eliminar as ameaças intoleráveis representadas por este regime doentio e sinistro”, declarou. Segundo ele, a operação, iniciada no sábado (28) em conjunto com Israel, tem como um dos principais objetivos destruir a infraestrutura militar do Irã, incluindo seu contestado programa nuclear.

O presidente americano se mostrou confiante em uma resolução rápida do conflito, prevendo uma “vitória fácil”. Ele reiterou que o planejamento inicial prevê de quatro a cinco semanas de operações, mas não descartou que o prazo possa ser estendido. “Poderá ser mais”, admitiu.

O Cenário da Guerra e Novos Envolvimentos

O balanço dos bombardeios, que atingiram mais de 130 cidades iranianas, é trágico. Segundo a Sociedade do Crescente Vermelho no Irã (IRCS), pelo menos 550 pessoas morreram, incluindo o líder supremo aiatolá Ali Khamenei e altos membros de seu círculo familiar e militar. A ofensiva provocou uma rápida escalada regional.

Na noite de domingo, o grupo radical libanês Hezbollah, aliado do Irã, reivindicou um ataque contra uma base militar em Haifa, no norte de Israel. Em resposta, as forças de defesa israelenses iniciaram bombardeios contra alvos do grupo em todo o Líbano, alegando que o Hezbollah “opera em nome do regime iraniano”. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, já descartou qualquer possibilidade de negociação com os EUA. O conflito, que agora atinge diretamente ao menos 11 países, mostra que a decisão de Trump de lançar o que chama de “última e melhor chance” contra o Irã pode ter aberto as portas para uma guerra regional de proporções imprevisíveis.

Fonte: Metrópoles

Redigido por Acre Atual

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