Suspeito de mandar matar médica em Brasiléia, Valadares Neto é transferido sob escolta para UTI em Rio Branco

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Encontrado em estado grave por intoxicação, procurador investigado por feminicídio segue sob escolta para UTI da capital – Foto cedida

O advogado e procurador municipal de Brasiléia Francisco Valadares Neto, de 55 anos, apontado como principal suspeito de planejar o assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi transferido sob escolta policial do Hospital Regional do Alto Acre para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco. Ele foi encontrado desacordado em sua residência na manhã desta terça-feira (3), poucas horas depois do homicídio.

De acordo com informações sobre o atendimento hospitalar, Francisco deu entrada na unidade de Brasiléia em estado crítico, após uma tentativa de suicídio por intoxicação. A gravidade do quadro exigiu suporte avançado de vida e ventilação mecânica para sua estabilização.

A Central de Regulação Médica classificou o caso com prioridade máxima, e a transferência está sendo realizada por uma Unidade de Suporte Avançado (USA), acompanhada por viaturas policiais. Por estar sob custódia, o investigado permanece à disposição da Justiça.

Francisco é ex-namorado de Elyne e havia duas medidas protetivas em vigor contra ele, além do uso de tornozeleira eletrônica. A principal hipótese investigada pela Polícia Civil é de que ele tenha planejado e ordenado a execução da médica, enquanto uma terceira pessoa teria sido contratada para realizar os disparos.

De acordo com reportagem do portal g1, o Ministério Público do Acre (MP-AC) pediu duas vezes à Justiça a prisão Valadares por descumprimento de medida protetiva.

Atirador já foi identificado

Em nota oficial, a Polícia Civil do Acre informou que o homem apontado como autor dos disparos já foi identificado, contudo, seu nome não foi divulgado. Equipes policiais realizam diligências para localizá-lo e efetuar sua prisão.

O assassinato ocorreu na noite de segunda-feira (2), no Renato Gastro Bar, em Brasiléia. Elyne estava acompanhada de amigos quando um homem usando capacete se aproximou da mesa onde ela estava e efetuou dois disparos. Em seguida, fugiu do estabelecimento.

Após o crime, equipes da Polícia Militar perseguiram o atirador, mas não conseguiram capturá-lo. A investigação é conduzida como possível feminicídio com emprego de pistolagem, modalidade em que uma terceira pessoa participa da execução.

Médica teria acionado botão do pânico

Outro ponto que ganhou destaque na manifestação oficial da Polícia Civil é o possível acionamento do botão do pânico pela médica antes do assassinato.

Segundo informações preliminares, Elyne teria utilizado o dispositivo de proteção, destinado a mulheres que possuem medidas protetivas e se encontram em situação de risco. Entretanto, não houve tempo hábil para impedir o ataque.

A investigação deverá esclarecer quando o alerta foi emitido e quais providências foram adotadas pelos responsáveis pelo monitoramento e atendimento da ocorrência.

Com informações da Portal do Acre

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