O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) comentou nesta terça-feira, 3, sobre a morte da médica Elyne de Assis Nogueira, brutalmente assassinada na noite de segunda-feira (2), em Brasileia. Edvaldo disse que é necessária uma investigação célere e punição severa.
“Eu penso que o Estado tem os mecanismos para transformar esse caso, pelo menos de forma tardia, uma rápida investigação e o estabelecimento de uma punição exemplar e, quem sabe, a partir disso, tirar lições, para novas medidas para que novas vítimas não sejam alcançadas pela covardia de seus agressores. São centenas de casos de ameaças às mulheres. São centenas de casos de agressões às mulheres, que estão aí tramitando a perder de vista nos tribunais aguardando as vítimas que haja um desfecho e uma punição. Enquanto isso, o feminicídio só aumenta no Estado do Acre, porque a impunidade gera mais violência”, disse.
Edvaldo disse, ainda, que “as imagens” do assassinato “falam por si só”. “Elas demonstram, primeiro, a covardia e comprova o crime de encomenda. Alguém chega armado pelas costas e dispara sem a mínima chance de a vítima sequer reagir. Esse assassinato, ele se soma à vergonhosa estatística que o Acre assistiu nesses últimos 8 anos”.
Em outro ponto da fala dele, o parlamentar disse que a Assembleia tem discutido medidas, porém, ainda insuficientes para conter a violência contra as mulheres.
“Em vários momentos aqui nessa Casa discutimos politicas preventivas, debatemos e divergimos sobre orçamento destinado à Secretaria da Mulher. Mas, esse caso que choca a todos nós não pode passar, não pode ficar apenas na constatação. A informações são de que já tem forte suspeição sobre o mandante e sobre o autor”, pontuou.
“O mandante, alguém que se relacionou, o autor, alguém que estava cumprindo alguma medida. Havias medidas de proteção à vítima. O sistema disparou. O suposto mandante circulou na região por mais de três vezes. A pergunta é: com todos esses sinais, com todo esse alerta que o perigo estava a rondar nessa potencial vítima, não foi possível proteger a vítima? Tem algo de errado com a lei que estabelece as regras das medidas protetivas. Se o protocolo foi devidamente cumprido, ele precisa ser alterado”.
Com informações do ac24horas







