A empresa Ortiz Táxi Aéreo suspendeu a prestação de serviços de transporte aéreo de saúde contratados pelo programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD) no Acre. A paralisação dos voos da companhia ocorreu em razão da falta de pagamento por parte do Governo do Estado, afetando diretamente a rota entre o município de Jordão e a capital, Rio Branco.
A interrupção dos serviços da Ortiz Táxi Aéreo deixou diversos pacientes desassistidos de transporte, incluindo pessoas em acompanhamento oncológico que tinham consultas urgentes agendadas na capital.
A paralisação da transportadora aérea foi levada ao plenário da Assembléia Legislativa pelo deputado Edvaldo Magalhães durante o grande expediente nesta terça-feira, 3. Segundo o parlamentar, a decisão da Ortiz em paralisar as operações reflete um problema generalizado de inadimplência e crise fiscal na administração estadual. “Alguns desses pacientes fazem acompanhamento de câncer, com consulta marcada para estarem aqui hoje porque a consulta está agendada para amanhã”, relatou o deputado ao detalhar os impactos do cancelamento dos voos da empresa.
O caso da Ortiz serviu de base para que o parlamentar cobrasse a aprovação de requerimentos de informação direcionados às secretarias estaduais de Saúde e de Educação. Os pedidos exigem explicações detalhadas sobre o congelamento e cancelamento de empenhos governamentais, inclusive de despesas já liquidadas, situação que teria levado a empresa aérea a interromper o atendimento.
A suspensão dos voos da Ortiz Táxi Aéreo ocorre na véspera da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Na avaliação do parlamentar, o impasse financeiro com a prestadora de serviço evidencia a necessidade urgente de o Parlamento debater profundamente as contas públicas e as medidas que o Governo adotará para regularizar os débitos com empresas contratadas e reestabelecer serviços essenciais à população.
O deputado Tanízio Sá (MDB), integrante da base do governo na Aleac, informou que entrou em contato com o secretário estadual de Saúde, José Bestene, para buscar esclarecimentos sobre os cancelamentos de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) Segundo ele, “a Sesacre enfrenta dificuldades orçamentárias e financeiras”, mas o secretário teria se comprometido a tomar providências para solucionar o problema.
O emedebista destacou que o atendimento precisa ser tratado como prioridade, considerando que os encaminhamentos para outras cidades ocorrem por necessidade médica. Sá defendeu atenção especial do governo estadual ao orçamento da saúde e ressaltou que as dificuldades no transporte e atendimento pelo TFD geram cobranças frequentes de pacientes, familiares e representantes municipais aos parlamentares. Ele também se comprometeu a repassar ao deputado que apresentou a denúncia as informações sobre as providências adotadas pela Secretaria.
Com informações do ac24horas







