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Prefeitos dos 22 municípios do Acre se reúnem para discutir solução definitiva para resíduos sólidos

Em encontro na Amac, gestores debateram ações consorciadas para destinação adequada do lixo. Projeto conta com apoio do governo estadual e financiamento do BNDES. Consórcio já oferece suporte técnico e geológico aos municípios.
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Prefeitos Acre
Foto: Marcos Araújo/Secom

Um dos maiores desafios da administração pública municipal no Acre, que se arrasta por décadas, começou a ganhar contornos de solução. Nesta sexta-feira (27), o prefeito de Rio Branco e presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac), Tião Bocalom, reuniu os 22 prefeitos acreanos para discutir um problema comum a todos: a destinação adequada dos resíduos sólidos. O encontro marcou um avanço concreto, com a união dos gestores para superar esse gargalo histórico. A pauta central foi que os prefeitos dos 22 municípios do Acre discutem solução para resíduos sólidos por meio de um consórcio intermunicipal.

Avanços e Apoio Técnico

Durante a reunião, os gestores acompanharam a prestação de contas da Amac e debateram as alternativas para cumprir as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305). O diretor executivo do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Acre, Emerson Leão, destacou os progressos alcançados desde a criação da entidade, há quase três anos. “Estamos avançando de forma significativa. O consórcio cresceu muito nesses quase três anos e hoje já contamos com apoio técnico especializado, inclusive com a contratação de geólogo para dar suporte aos municípios, além da parceria com a AMAC e o governo estadual”, explicou Leão.

Ele também alertou sobre a necessidade de sustentabilidade do sistema. “A Lei nº 12.305 é clara ao estabelecer que todos os geradores devem contribuir com a taxa de resíduos, garantindo a sustentabilidade do sistema e evitando penalidades aos gestores”, afirmou.

Financiamento e Solução Definitiva

O prefeito Tião Bocalom destacou que a união dos municípios é o caminho para resolver um problema que nenhuma cidade, sozinha, conseguiria equacionar. “Esse é um problema que se arrasta há mais de 30 anos e que nenhum município, sozinho, tem condições de resolver. Agora, com o apoio do governo e a estruturação do projeto pelo BNDES, tenho certeza de que vamos dar uma solução definitiva e livrar nossos prefeitos desse passivo histórico”, afirmou.

O prefeito de Porto Acre, Máximo Antônio de Souza, que formalizou sua adesão ao consórcio, ressaltou a importância da iniciativa. “Quem ganha é o meio ambiente e, principalmente, a população. Estamos tratando de um problema que envolve lixo, saneamento e saúde pública. Com o financiamento para os estudos e a definição do modelo de gestão, vamos conseguir dar uma resposta efetiva à sociedade e atender às exigências dos órgãos de controle”, declarou. O encontro, representa um marco na busca por um futuro mais sustentável e saudável para todos os acreanos.

Fonte: Ac24horas

Redigido por Acre Atual

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