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Câmara de Rio Branco começa a esquentar com nova disputa pela presidência e entrada de Bruno Moraes

O que era uma transição controlada entre Joabe Lira e Felipe Tchê pode virar disputa aberta. Vereador mais votado em 2024 confirma candidatura. Insatisfação com gestão e corte no orçamento aumentam tensão nos corredores.
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Camara Rio Branco
Foto: Jardy Lopes

Faltando ainda alguns meses para a eleição da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Rio Branco, os ânimos já estão acirrados e o tabuleiro político começa a ser montado. O que nos bastidores era dado como certo — uma troca de posições entre o atual presidente Joabe Lira (União Brasil) e o 1º secretário Felipe Tchê (PSD) — pode se transformar em uma disputa de alto risco. O clima de que a Câmara de Rio Branco esquenta com disputa pela presidência reflete insatisfações acumuladas e a entrada de um novo concorrente.

O Plano Inicial e a Insatisfação Crescente

O mandato de Joabe Lira termina neste ano, e a estratégia inicial para manter o controle da Casa era uma troca de cadeiras: Joabe deixaria a presidência e assumiria a 1ª secretaria, enquanto Felipe Tchê subiria ao comando. Esse modelo, conhecido como “dança das cadeiras”, já foi utilizado na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para contornar a proibição de reeleição consecutiva. No entanto, o que parecia um movimento ensaiado começou a enfrentar resistências.

Nos últimos meses, a gestão de Joabe Lira acumulou críticas. O principal motivo de descontentamento entre os vereadores foi a redução do orçamento da Casa no ano passado. O corte obrigou os parlamentares a abrirem mão de viagens, emendas parlamentares e parte da verba de gabinete. Uma fala atribuída ao presidente, em que ele teria dito que os vereadores não colaboraram com as medidas de contenção, acirrou ainda mais os ânimos e fez crescer a insatisfação.

O Novo Candidato e o Fator Executivo

É nesse cenário de tensão que surge um novo nome. O vereador Bruno Moraes (Progressistas), o mais votado nas eleições de 2024, confirmou à coluna que é pré-candidato à presidência da Câmara. Sua entrada na disputa muda completamente a geometria do poder, já que o acordo entre Joabe e Felipe Tchê, até então, parecia consolidar a maioria.

O timing da candidatura de Bruno não é aleatório. Com a saída do prefeito Tião Bocalom (PL) do cargo no próximo mês para disputar o governo do Estado, quem assume o comando do Executivo municipal é o vice-prefeito Alysson Bestene. Bruno é do mesmo partido de Alysson e os dois são aliados próximos. Na prática, isso significa que, se a candidatura de Bruno se consolidar com o aval do futuro prefeito, o Palácio Rio Branco pode entrar diretamente na disputa, oferecendo um apoio que costuma pesar decisivamente em eleições de mesa diretora. O cenário agora tem ingredientes para se tornar uma queda de braço imprevisível.

Fonte: ContilNet Notícias

Redigido por Acre Atual

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