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Câmara de Rio Branco deve analisar quatro vetos do Executivo a projetos sobre autismo, merenda e mães atípicas

Parlamentares vão decidir se mantêm ou derrubam vetos do prefeito a projetos que tratam de adaptação de sinais sonoros para alunos com TEA, diversidade na merenda escolar e criação da Semana da Mãe Atípica. CCJ deve mediar discussão antes da votação em plenário.
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Câmara Rio Branco
Foto: Jardy Lopes

O embate entre os Poderes Executivo e Legislativo de Rio Branco ganhará novos capítulos nos próximos dias. A Câmara Municipal deverá analisar e votar quatro vetos encaminhados pelo prefeito Tião Bocalom a projetos de lei aprovados pelos vereadores. As propostas vetadas tratam de temas sensíveis e de grande apelo social, como inclusão de pessoas com autismo e apoio a famílias atípicas. A informação de que a Câmara de Rio Branco deve analisar vetos do Executivo nos próximos dias foi confirmada pelo presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ), vereador José Aiache (PP).

Os Projetos Vetados

De acordo com as informações divulgadas, quatro vetos estão na pauta de discussões. O Veto nº 01/2026 incide sobre o projeto que obriga creches e estabelecimentos de ensino público a substituírem seus sinais sonoros (como campainhas e alarmes) por dispositivos adaptados às necessidades de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que podem ter hipersensibilidade auditiva. O Veto nº 02/2026 trata da mesma exigência, mas voltada especificamente para as instituições de ensino privado da capital.

O Veto nº 03/2026 barra o projeto que institui o Programa Municipal de Diversidade da Merenda Escolar em Rio Branco, uma iniciativa que buscava ampliar a variedade e a qualidade nutricional da alimentação oferecida nas escolas. Por fim, o Veto nº 04/2026 alcança a proposta que cria a Semana Municipal da Mãe Atípica, um evento dedicado a dar visibilidade e apoio às mães de crianças com deficiência ou necessidades especiais. A decisão sobre cada um deles depende agora da análise dos vereadores.

Próximos Passos no Legislativo

O presidente da CCJ, vereador José Aiache, afirmou que a análise dos vetos não será automática e que haverá espaço para o diálogo antes da votação final em plenário. “A gente vai ter que conversar para saber se vamos manter ou derrubar o veto”, declarou, sinalizando que os membros da comissão e os demais parlamentares vão discutir os argumentos do Executivo e a relevância dos projetos aprovados pela Casa.

A expectativa é que, nos próximos dias, a Câmara de Rio Branco deve analisar vetos do Executivo em sessões ordinárias ou extraordinárias. A manutenção de um veto exige maioria absoluta (voto favorável da maioria dos membros da Câmara), enquanto a derrubada depende de maioria simples, em votação simbólica ou nominal. O resultado dessas votações poderá selar o destino de políticas públicas importantes para a população, especialmente para grupos historicamente mais vulneráveis.

Fonte: Ac24horas

Redigido por Acre Atual

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